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Defesa de Israel diz que ofensiva em Gaza está próxima do fim

Vice-ministro disse neste domingo que decisão do Conselho de Segurança da ONU não dá muitas opções ao país

da Redação, estadao.com.br, com agências internacionais

11 de janeiro de 2009 | 10h58

O vice-ministro israelense da Defesa, Matan Vilnai, considerou neste domingo, 11, que o fim da ofensiva do país na Faixa de Gaza está próximo, segundo a agência de notícias France Press (AFP). A declaração veio momentos depois de o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmar que a ofensiva deverá continuar até atingir seu objetivo. "A decisão do Conselho de Segurança (da Organização das Nações Unidas - ONU -, que pediu cessar-fogo na região) não nos deixa muita margem de manobra. Portanto, suponho que estamos próximos do fim da ações terrestres e do conjunto de operações de uma maneira geral", disse ele à rádio pública de Israel, conforme a AFP.   Veja também: Troca de tiros e ataques na Faixa de Gaza mata pelo menos 26 Ofensiva deve continuar até atingir objetivo, diz Olmert Israel e Hamas prometem seguir com a luta na Faixa de Gaza Embaixador brasileiro no Egito fala da negociação entre Hamas e Egito  Correspondente do 'Estado' fala sobre o conflito  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques       As declarações de ambos vieram um dia depois de o líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, ter imposto algumas condições para interromper os ataques na Faixa de Gaza. Meshaal disse que o grupo militante não aceitaria um cessar-fogo na zona de conflito até Israel pôr fim em sua ofensiva no território palestino e a interrupção do bloqueio, além da abertura das passagens fronteiriças.   "Que Israel se retire primeiro, que a agressão pare primeiro, que as fronteiras se abram e logo a gente pode considerar falar sobre paz", afirmou Meshaal, num discurso inflamado transmitido pela rede de TV Al-Jazeera, em Damasco. Além disso, o líder acusou o Estado judeu de estar perpetrando um "holocausto" em Gaza e convertendo território num "mar de sangue". "Pergunto aos israelenses: o que têm conseguido com esta guerra? O que têm obtido além de matar crianças inocentes e criar um rastro de crânios despedaçados e um mar de sangue afogando Gaza".   Mais cedo, neste domingo, Olmert falou, referindo-se a resolução de cessar-fogo da ONU, que ninguém além de Israel pode decidir a melhor forma de proteger seus cidadãos. O chefe de governo reiterou sua rejeição à resolução. "Nenhuma resolução passada ou futura nos privará do direito básico de defendermos os habitantes de Israel. Nunca permitimos que ninguém decida por nós se temos o direito de confrontar aqueles que lançam bombas contra nossas creches e escolas, e não o faremos no futuro", disse.   Ataques   Os arredores da Cidade de Gaza foram palco de violentas trocas de tiros nesta madrugada, entre militares israelenses e militantes palestinos, e ataques aéreos. Pelo menos 26 pessoas teriam morrido, segundo fontes médicas. Os ataques ocorreram horas antes da reunião de cúpula do governo israelense para discutir a intensificação da ofensiva.   Israel afirmou ter lançado mais de 60 bombardeios aéreos contra a Faixa de Gaza nesta madrugada. Entre os alvos atingidos, de acordo com os israelenses, está a casa do chefe militar do Hamas Ahmed Yabri. Desafiando os apelos internacionais, o ataque deste domingo matou 14 militantes palestinos e outros 12 civis.   Sábado   No sábado, Israel havia bombardeado panfletos nos arredores da Cidade de Gaza avisando os moradores sobre os planos de intensificar a ofensiva. As forças israelenses também atacaram locais supostamente usados para o lançamento de foguetes, armazéns de armas e túneis usados para contrabando.   Militantes do Hamas lançaram vários foguetes contra cidades israelenses, ferindo duas pessoas em Ashkelon. Fontes hospitalares em Gaza afirmam que mais de 850 palestinos já morreram desde o início da ofensiva, duas semanas atrás. Treze cidadãos israelenses também foram mortos nos recentes conflitos, a maioria deles soldados.   Os panfletos e mensagens telefônicas, em árabe, pediam aos moradores de Gaza que ficassem distantes de locais ligados ao Hamas, afirmando que as Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) não estão atacando palestinos civis, mas "apenas o Hamas e terroristas".   Atualizado às 11h32 para acréscimo de informações  

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