Delegação iraquiana abre negociações sobre crise curda

É uma tentativa para evitar uma incursão militar turca no norte do Iraque contra os curdos

Efe,

26 de outubro de 2007 | 06h41

Uma delegação iraquiana de alto nível começou nesta sexta-feira, 26, as negociações sobre a crise curda com a cúpula militar e do governo da Turquia. É uma tentativa para evitar uma incursão militar turca no norte do Iraque contra os guerrilheiros do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Fontes do Ministério de Relações Exteriores turco disseram que a comitiva iraquiana é composta por oito integrantes, entre eles membros de partidos curdos. A visita "é a última oportunidade" da diplomacia para impedir uma operação militar, acrescentaram as fontes. O ministro de Defesa iraquiano, Abulkadir Mohammed Justim, que lidera a delegação, disse na quinta-feira, ao chegar a Ancara, que veio "com propostas concretas", como exigem os turcos. O chanceler turco, Ali Babacan, que esta semana esteve em Bagdá para discutir a crise, já avisou que a delegação iraquiana só seria bem-vinda se apresentasse propostas muito concretas. A comitiva inclui representantes do Partido Democrático do Curdistão (KDP), liderado por Masu Barzani (presidente da Administração autônoma curda do norte do Iraque) e da União Patriótica do Curdistão (PUK), do presidente iraquiano, Jalal Talabani. A Turquia até agora acusava os dois partidos e a Administração curda do norte do Iraque de dar refúgio aos rebeldes do PKK. Por isso, não reconhecia seus representantes como negociadores legítimos. Safeen Dizayi, dirigente de Relações Exteriores do KDP, comentou que tinha viajado "como parte da delegação iraquiana" e não como representante da Administração curda iraquiana. Também participa das negociações desta sexta-feira o comandante do Exército americano Timothy Steward. Os turcos deverão pressionar os iraquianos a entregar os dirigentes do PKK que atuam no norte do Iraque, além de eliminar as bases militares e o apoio logístico na região, segundo a imprensa de Ancara.

Tudo o que sabemos sobre:
Iraquecrise curdaTurquia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.