Depósitos de armas estão sem proteção no leste da Líbia

Estoques de munição no leste da Líbia continuam sem proteção, apesar das promessas feitas pelo governo interino de garantir a segurança do arsenal do país.

BRIAN ROHAN, REUTERS

05 de novembro de 2011 | 18h15

A abundância de armas livres para quem as quiser pegar em uma região que não vê combates desde o verão é um grande desafio para o Conselho Nacional de Transição (CNT), enquanto luta para levar ordem ao país após o levante que derrubou Muammar Gaddafi.

Em um complexo visitado pela Reuters no final de semana, milhares de foguetes, minas, artilharia de tanques e mesmo dois torpedos navais italianos estavam arrumados em pilhas prontos para o transporte --e sem um guarda à vista.

Já em outro depósito de munição perto da cidade de Benghazi, um único combatente estava de guarda em um terreno cheio de bunkers.

Sob a crescente pressão internacional de países que o apoiam, o governo nascente se comprometeu a garantir a segurança dos depósitos de armas que abasteceram os oito meses de combates que levaram à captura e morte de Gaddafi no mês passado.

Com dezenas de bunkers sem guarda, a resolução dos novos governantes da Líbia pode ser posta em dúvida em um momento em que o CNT tenta construir um novo sistema de governo praticamente do nada.

Alguns analistas temem que remanescentes de partidários de Gaddafi e outras pessoas descontentes com o CNT tentem usar as armas para lançar uma campanha de guerrilha, frustrando uma retomada da produção de petróleo no país membro da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep).

As armas também podem ser uma ameaça para os países vizinhos --principalmente por causa das fronteiras porosas ao sul com Sudão, Níger e Chade.

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