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Desemprego no Iraque pode retardar saída dos EUA, diz general

Os Estados Unidos podem serforçados a adiar uma planejada retirada de tropas do Iraque seautoridades do país não forem mais rápidas na criação deempregos e na melhoria dos serviços básicos, afirmou nestaquarta-feira um graduado general norte-americano. O general Mark Hertling, comandante de forças dos EUA nonorte do Iraque, disse que autoridades centrais e regionaisprecisam adotar mais medidas para perderem os ganhos desegurança dos últimos meses. "Acho que teremos seis meses para fazer a diferença e hojeé o ponto de partida", afirmou o general em uma entrevista àReuters e a outra agência, em uma reunião na qual governadoresde sete províncias do norte do Iraque se queixaram a ministrosdo governo. Questionado sobre o que aconteceria se nenhum progressofosse obtido na qualidade de vida no Iraque, ele afirmou: "Serámais difícil". "Vou ver mais soldados feridos e mortos e não vamos sercapazes de reduzir o número de forças... porque haverá maisgente colocando bombas e atirando em pessoas", acrescentou. Os governadores das províncias do norte, entre as quaisalgumas das mais perigosas no Iraque, reclamam que o governocentral fracassa em cumprir promessas, particularmente sobre adistribuição de petróleo e energia. O vice-primeiro-ministro, Barham Salih, prometeu agir, masafirmou que os governadores precisam ter responsabilidadetambém. O número de soldados no Iraque é um assunto importante nacorrida presidencial dos EUA deste ano. Os democratas querem uma retirada imediata, enquantorepublicanos têm dito que os comandantes militaresnorte-americanos devem decidir quando é seguro deixar oterritório iraquiano. Os Estados Unidos estão reduzindo as tropas no Iraque, masno ano passado um contingente extra de 30 mil soldados foienviado ao país com a finalidade de acabar com a violênciasectária entre muçulmanos xiitas e sunitas. Os conflitos quase levaram o Iraque à guerra civil.

MICHAEL HOLDEN, REUTERS

05 de março de 2008 | 16h28

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