Detidos por morte de líder do Hamas trabalham para o Fatah

Segundo jornal israelense, palestinos envolvidos no assassinato de Mahmoud al-Mabhouh são da ANP

Efe,

18 Fevereiro 2010 | 09h51

Os dois palestinos detidos em Amã envolvidos no assassinato em Dubai de um dos mais altos líderes do Hamas, Mahmoud al-Mabhouh, trabalhavam para um alto cargo do Fatah, grupo que disputa o poder com o movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza, revelou nesta quinta-feira, 18, o jornal israelense Ha'aretz.

 

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Segundo o jornal, os dois detidos são um agente dos serviços de inteligência da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e um ex-empregado da ANP na cidade cisjordaniana de Ramala.

 

Os dois residiam na Faixa de Gaza até o Hamas assumir o controle da região e expulsar em junho de 2007 às forças leais ao presidente da ANP e líder do movimento Fatah, Mahmoud Abbas, apoiado por Israel e pelas potências ocidentais. Depois disso, os dois mudaram para Dubai, onde foram contratados por uma empresa imobiliária de propriedade de um alto cargo do Fatah.

 

Os dois palestinos foram detidos na Jordânia sob suspeita de participação no assassinato de al-Mabhouh em 19 de janeiro em um hotel de Dubai. O crime foi cometido por um grupo de 11 pessoas, várias delas com passaporte europeu, conforme a Polícia de Dubai. De acordo com o jornal britânico The Guardian, um agente de segurança do Hamas está detido na Síria por ter supostamente ajudado o grupo a realizar a operação.

 

A informação de Ha'aretz coincide com a tese do Hamas, que há dias defendia que os dois detidos em Amã - já extraditados aos Emirados Árabes Unidos - estavam vinculados à ANP e por isso pedia sua inclusão na investigação da Polícia de Dubai.

 

Na terça-feira, o porta-voz das forças de segurança da ANP, Adnan al-Dumairi, classificou de "infundadas" as acusações do Hamas e sugeriu que o Mossad (serviços secretos de Israel no exterior) tenha se infiltrado na organização islamita.

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