AFP PHOTO / AHMAD AL-RUBAYE
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Dezenas de membros do EI são detidos quando escapavam de Mossul entre os civis

Forças iraquianas contaram com a ajuda da população para identificar jihadistas

EFE

02 Julho 2017 | 06h57

Dezenas de jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) foram detidos na última madrugada pelas forças iraquianas quando tentavam escapar misturados entre os civis na cidade de Mossul, no norte do Iraque, informou neste domingo, 2, uma fonte militar.

"A cooperação dos moradores de Mossul conseguiu que as forças da Polícia Federal detivessem dezenas de terroristas que deixaram as armas e tentaram fugir infiltrados entre os deslocados", disse em um comunicado o comandante da Polícia Federal, Raide Shaker Yaudat, sem detalhar o número.

Os extremistas tentaram se camuflar entre os civis que fugiam do centro antigo da cidade iraquiana, o último reduto do grupo jihadista em Mossul.

Segundo a agência Efe no centro histórico, as forças iraquianas fazem um cansativo controle nos homens que chegam através dos corredores seguros, e lhes revistam para inspecionar se levam algum tipo de artefato explosivo, inclusive os seus computadores.

Neste processo, a organização Human Rights Watch (HRW) denunciou há dois dias que as unidades militares cometem "abusos e execuções" com estas pessoas que fogem, com base nos testemunhos dos moradores.

 

'FIM' DO CALIFADO

Na última semana, o exército iraquiano retomou a Mesquita Al-Nuri, onde o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, fez sua única aparição proclamou seu califado em julho de 2014. Antes de saírem do local, militantes do EI destruíram a mesquita. 

Derrotado em sua capital religiosa pelas forças iraquianas, o EI também tem sua sede administrativa, a cidade de Raqqa, na Síria, cercada por por mílicas curdas, que contam com o apoio dos Estados Unidos. 

Na última sexta-feira, 30, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) anunciou a saída do grupo também na província de Alepo, no norte do país. O grupo extremista estava na região há cerca de quatro anos. 

De acordo com um estudo da consultoria IHS Markit, o Estado Islâmico perdeu 80% de sua receita e 60% de seu território nos últimos dois anos. Segundo o levantamento, estas são as principais causas do colapso iminente do grupo na região do Levante.

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