Dezenas de pessoas morrem no leste da Líbia--organização

Forças de segurança da Líbia mataram 35 pessoas na zona leste da cidade de Benghazi na noite de sexta-feira, disse a organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch, acrescentando que dezenas já morreram nos piores distúrbios em quatro décadas do governo de Muammar Khadafi.

REUTERS

19 de fevereiro de 2011 | 10h35

Protestos contra o governo de Khadafi, inspirados por revoltas nos vizinhos Tunísia e Egito, emergiram nesta semana pela primeira vez em anos, mas foram recebidos com uma feroz repressão, especialmente na inquieta região leste do país.

A organização, sediada em Nova York, disse que os assassinatos na sexta-feira elevaram a 84 sua estimativa para o total de mortos após três dias de protestos contra uma elite dominante que, segundo alguns da região leste da nação, acumulou riquezas advindas do petróleo e negou liberdade política.

As mortes de sexta-feira em Benghazi ocorreram quando as forças de segurança abriram fogo contra pessoas que protestavam após os cortejos fúnebres às vítimas da violência ocorrida mais cedo, disse o grupo. Não houve nenhuma palavra oficial sobre o número de mortos.

"Lançamos um apelo a todos os médicos em Benghazi para que venham ao hospital e também a todos que possam doar sangue, porque eu nunca vi nada como isso antes", afirmou um alto funcionário do hospital em Benghazi, de acordo com a organização.

Tudo o que sabemos sobre:
LIBIAPROTESTOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.