Dezenas de rebeldes e 5 turcos morrem em incursão ao Iraque

Segundo o Exército turco, rebeldes do PKK sofreram grandes perdas sob armas de fogo e ataques aéreos

BBC,

22 de fevereiro de 2008 | 22h01

Cinco soldados da Turquia e dezenas de rebeldes curdos morreram na incursão militar do país ao Iraque, informou o Exército turco nesta sexta-feira, 22, segundo a BBC.   Veja também: Turquia promove grande incursão militar terrestre no Iraque   O primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan disse que as tropas retornarão o mais rápido possível. Em entrevista a uma rede de televisão local, o premiê afirmou que "os alvos, propósitos, tamanho e parâmetros da ofensiva são limitados."   "Nossas tropas retornarão no menor tempo possível, assim que atingirem seus objetivos", acrescentou, garantindo que "os membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) são nosso único alvo."   De acordo com um balanço preliminar do Exército turco, os rebeldes sofreram grandes perdas sob armas de fogo de longo alcance e ataques aéreos.   Redes de televisão turcas estimam que entre 3 mil a 10 mil soldados estejam envolvidos na operação, mas o ministro do Exterior iraquiano afirmou que apenas algumas centenas de tropas entraram no país.   Nesta sexta-feira, 22, forças terrestres do país atravessaram a fronteira com o norte do Iraque, em uma operação contra rebeldes curdos que estariam refugiados na região, segundo o Exército da Turquia.   Os Estados Unidos e a Organização das Nações Unidas (ONU) pediram que o país aja com cautela na ofensiva. Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, "a proteção de vidas civis dos dois lados continua como a principal preocupação".   Ofensiva em horário inusitado   O Exército turco informou que a incursão das tropas terrestres, apoiada pela Força Aérea, começou às 19h00, no horário local - um período inusitado para uma operação militar, já que a área montanhosa da fronteira está sob uma densa camada de neve.   Desde que o parlamento do país autorizou a operação, em outubro de 2007, a Turquia levou pelo menos uma ofensiva militar terrestre ao país, além de freqüentes ataques aéreos e de artilharia contra alvos suspeitos do PKK.   Mais de 30 mil pessoas morreram desde que o partido começou a lutar, em 1984, por um território curdo no sudoeste da Turquia.  

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