Diálogo sobre troca de urânio com o Irã pode começar em breve, diz AIEA

Chefe do órgão da ONU diz que Grupo de Viena reagiu positivamente à oferta iraniana

Reuters

02 de agosto de 2010 | 12h54

CINGAPURA - As negociações para retomar o acordo de troca de urânio com Irã podem começar em poucos meses, informou nesta segunda-feira, 2, Yukia Amano, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

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Amano, que se encontra em Cingapura, disse ter recebido "reações positivas" dos países do Grupo de Viena - formado por EUA, França, Rússia e AIEA - sobre a retomada dos esforços pela troca do combustível nuclear. "Estamos trabalhando nisso. Tivemos reações positivas, então por que não?", disse o chefe do órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) quando questionado se o diálogo poderia ser retomado já em setembro.

 

Amano, porém, preferiu adotar uma postura de cautela sobre o resultado das eventuais negociações. "O que conseguiremos, eu não sei. Mas iniciar o diálogo é muito importante. Se nós podemos discutir o assunto, com certeza haverá progresso", disse.

 

O Irã e os EUA se mostraram dispostos a tentar retomar o acordo de troca de urânio proposto pela AIEA em outubro do ano passado. O pacto havia sido rejeitado por Teerã, que posteriormente firmou um acordo semelhante com Brasil e Turquia. Este novo pacto, porém, foi recusado pelas grandes potências.

 

O plano original era visto pelas potências ocidentais como um modo de impedir o Irã de fabricar supostas armas nucleares, mas especialistas dizem que agora ele não terá tanta eficácia, já que o Irã adquiriu mais urânio pouco enriquecido desde então.

 

As autoridades iranianas garantiram que não enriquecerão urânio até 20% se receberem o material com esse grau de pureza. O material nuclear é necessário para que o reator de pesquisas de Teerã funcione.

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