Diplomacia segue como opção para Irã em crise nuclear, dizem EUA

País persa, porém, deve cumprir suas obrigações internacionais, diz autoridade americana

estadão.com.br

15 de junho de 2010 | 16h52

WASHINGTON - A diplomacia segue sendo uma opção de solução para a crise que envolve o programa nuclear do Irã, disse nesta terça-feira, 15, um funcionário do governo dos EUA, pouco depois de o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, anunciar que o acordo de troca nuclear firmado com Brasil e Turquia segue vigente, segundo informações da AFP.

 

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"Como sempre dissemos, a diplomacia segue sendo uma opção enquanto avançamos com as sanções", disse Mike Hammer, assessor do Conselho de Segurança Nacional dos EUA. "O Irã, porém, deve dar passos concretos para cumprir com suas obrigações internacionais se não quiser ficar ainda mais isolado", acrescentou.

 

Mais cedo, Ahmadinejad afirmou que o acordo firmado no mês passado entre seu país, a Turquia e o Brasil "ainda está vivo". "A declaração de Teerã ainda está viva e pode ter um papel nas relações internacionais, mesmo que as arrogantes potências (do Ocidente) estejam descontentes e furiosas", disse.

 

O acordo firmado em 17 de maio prevê que o Irã envie 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido à Turquia. Posteriormente, o país persa deveria receber combustível para seu reator em Teerã. Com isso, aumentaria o controle sobre o programa nuclear iraniano e poderiam ser reduzidas as suspeitas de que o país mantém secretamente a intenção de produzir armas nucleares. Teerã alega ter apenas fins pacíficos.

 

O documento firmado em maio, porém, foi recebido friamente pelas potências lideradas pelos EUA, que suspeitam das intenções iranianas. Na semana passada, foi aprovada uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), pela recusa dos iranianos de parar de enriquecer urânio.

 

Após a recusa do acordo, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma quarta rodada de sanções com o Irã por conta da falta de cooperação do país nas investigações sobre seu programa nuclear. As potências ocidentais suspeitam que o Irã enriqueça urânio para produzir armas, mas Teerã nega.

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