Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Direção da AIEA aprova plano de ajuda à Síria

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) aprovou na quarta-feira o polêmico plano de ajuda à Síria, após receber garantias de que haverá um rígido monitoramento dos recursos. Damasco está sob investigação da AIEA por suspeita de manter um programa secreto de armas nucleares. Estados Unidos, Canadá e Austrália, que lideravam a oposição ocidental ao projeto, criaram objeções de última hora, mas finalmente aderiram ao consenso, já que não teriam possibilidades numa eventual votação. A solicitação síria de ajuda da AIEA para o projeto de uma usina nuclear, um trâmite quase burocrático para a maioria das outras nações, gerou um cabo-de-guerra político devido a um relatório da agência, na semana passada, insinuando que Damasco estaria construindo um reator nuclear secreto no local que foi bombardeado em 2007 por Israel. A AIEA baseou o relatório em imagens de satélites dos EUA e em amostras ambientais contendo urânio, mas a agência alertou que as conclusões são preliminares e necessitam de mais investigações. Apesar das restrições dos EUA e seus aliados, Rússia, China e os países em desenvolvimento, com o influente apoio do diretor da AIEA, Mohamed El Baradei, mantiveram seu apoio ao projeto, alegando que não havia base jurídica para rejeitar ajuda nuclear civil até que suspeitas sobre o desenvolvimento de armas seja comprovadas. O texto afinal adotado pela direção diz que a ajuda, a ser realizada entre 2009 e 2011, estará sob rígido monitoramento, com atenção extra para que os equipamentos envolvidos não sejam desviados para fins militares. Além disso, a direção da agência poderá reconsiderar o programa se o inquérito concluir que Damasco desrespeita as regras da agência, como já ocorreu com Irã e Coréia do Norte. O projeto, avaliado em 350 mil dólares, prevê estudos de "viabilidade técnico-econômica e seleção de local" para uma usina nuclear civil. A verba, como sempre nesse tipo de projeto, vem principalmente dos membros mais ricos da AEIA. A decisão da comissão de ajuda técnica da direção será ratificada pelo plenário de conselheiros, na reunião que começa na quinta-feira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.