Direito de defesa é 'sagrado e indiscutível', diz Hezbollah

Recém-criado Executivo libanês tenta pactuar programa de governo com todos os grupos

Efe,

30 de julho de 2008 | 14h43

O grupo xiita Hezbollah declarou nesta quarta-feira, 30, que seu direito de se defender é "sagrado e indiscutível", em um momento no qual está em questão no Líbano o papel que deve desempenhar a milícia, que liderou a luta contra Israel desde 1978. O chefe de seu grupo parlamentar, Mohammed Raad, fez a declaração em um comício realizado no sul de Beirute, reduto dos xiitas.    Veja também: Hezbollah impede brasileira de deixar o Líbano   Neste momento, o recém-criado Executivo libanês tenta pactuar um programa governamental com todos os grupos, com a discussão sobre integrar o Hezbollah no sistema de defesa nacional do Líbano.   Além disso, Raad afirmou que o atual conflito só será resolvido "com as próximas eleições legislativas (previstas para 2009), que concederão a maioria parlamentar à oposição", atualmente liderada pelo Hezbollah.   O grupo também pediu nesta quarta à ONU e às autoridades libanesas que condenem as violações israelenses ao território libanês, que estão aumentando, afirma o movimento xiita em comunicado.   O Hezbollah afirma que Israel "intensificou as violações por terra, mar e ar" no território libanês, e que a aviação israelense sobrevoa todos os dias o espaço aéreo libanês.   Segundo o grupo xiita, a violação do espaço aéreo, das águas territoriais e do solo libanês pelo Exército israelense ocorre diante das tropas da Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (Finul), mobilizadas no Líbano desde 1978 e reforçadas em virtude da resolução 1.701, com a qual se verificou o final do conflito entre o conflito em meados de 2006 entre o Hezbollah e Israel.   A Finul denunciou há alguns meses as violações de Israel à soberania libanesa, que são um descumprimento da resolução 1.701.

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