Direitos Humanos da ONU investigará ofensiva de Israel

Conselho aprova resolução que estabelece missão responsável por apurar violações durante o conflito em Gaza

Agência Estado e Dow Jones,

12 de janeiro de 2009 | 11h04

O Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou nesta segunda-feira, 12, uma resolução condenando a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e que estabelece uma missão que investigará as violações israelenses contra os palestinos. O texto foi aprovado apesar de divergências entre os países ocidentais e outros sobre os termos exatos a serem usados.   Veja também: Israel manda reservistas e avança em centros urbanos Custo da guerra é de US$ 8 milhões por dia  Síria quer mostrar poder  'Bomba em escola da ONU foi erro de mira'  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques       O órgão acusou os israelenses por "graves" violações aos direitos humanos contra os palestinos. Trinta e três países de África, Ásia, árabes e latino-americanos votaram a resolução. Treze nações europeias se abstiveram, e o Canadá foi o único país a votar contra.   O conselho, com 47 membros, normalmente toma suas decisões por consenso. Alguns países ocidentais afirmaram que a proposta apresentada por países árabes e africanos via apenas um lado da questão e não tratavam claramente do lançamento de foguetes por militantes do grupo Hamas no território israelense para o início da ofensiva.   O texto condena "fortemente" a operação militar israelense na Faixa de Gaza, iniciada em 27 de dezembro. A resolução afirma que a ofensiva de Israel resultou em "massivas violações" dos direitos humanos dos palestinos.   O número de mortos pela ofensiva lançada por Israel na Faixa de Gaza passou dos 900 nesta segunda-feira, segundo médicos palestinos. A operação militar iniciada em 27 de dezembro tem como objetivo declarado impedir o lançamento de foguetes de militantes do grupo islâmico Hamas no território israelense. O chefe dos serviços médicos de resgate em Gaza, Muawiya Hassanein, afirmou que nos 17 dias de operação já morreram pelo menos 905 palestinos e outros 3.950 ficaram feridos. Pelos menos 277 crianças estão entre os mortos, afirmou Hassanein.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelpalestinosHamasFaixa de Gaza

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.