Diretor da AIEA diz que vai ao Irã se houver resultado concreto

O diretor da agência nuclear da ONU, Yukiya Amano, disse nesta sexta-feira que está estudando aceitar um convite para ir ao Irã, mas enfatizou que a visita teria de ter resultados concretos e pediu ao país que tome providências em relação às suspeitas de desenvolver atividade atômica com finalidade militar.

FREDRIK DAHL E SYLVIA WESTALL, REUTERS

24 de junho de 2011 | 09h55

Amano, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse ter concordado em uma reunião esta semana com o chefe do setor de energia atômica do Irã, Fereydoun Abbasi-Davani, que os dois lados precisam conversar.

Mas Amano afirmou que a distância ainda é muito grande em questões substanciais relacionadas à cooperação do Irã com a AIEA e à recusa do governo iraniano de cumprir as determinações de resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que exigem que o país suspenda atividade nuclear sensível.

Amano adotou uma posição mais dura em relação ao Irã do que seu predecessor no cargo, Mohamed ElBaradei. Esta semana ele se encontrou com Abbasi-Davani durante uma conferência internacional sobre segurança nuclear, na capital austríaca.

Abbasi-Davani disse que no encontro, no dia 21, manteve conversações "muito boas" e "transparentes" com Amano e o convidou a visitar as instalações nucleares do Irã.

Ao ser indagado sobre o convite, Amano disse a jornalistas: "Vou estudar uma visita ao Irã num momento adequado, mas é necessário que haja um resultado concreto e construtivo, se eu fizer a visita."

Essa foi a primeira vez que os dois se encontraram desde que o cientista nuclear Abbasi-Davani assumiu o cargo de diretor da agência atômica iraniana, no começo deste ano.

A ONU impôs sanções ao Irã por causa da suspeita de autoridades ocidentais de que o país esteja envolvido em pesquisas suspeitas de armas nucleares.

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