Diretor de clínica psiquiátrica é preso por ligação com Al-Qaeda

Médico é suspeito pelo ataques promovido por duas deficientes mentais que mataram 99 em Bagdá

Associated Press,

13 de fevereiro de 2008 | 11h50

O administrador de um hospital psiquiátrico em Bagdá foi detido sob suspeita de participar de um plano da Al-Qaeda no fornecimento de informações de pacientes para o grupo terrorista no Iraque, militares americanos afirmaram nesta quarta-feira, 13. Ele pode ter ligação com o atentando em que duas mulheres-bomba deficientes mentais mataram mais de 99 pessoas. Segundo o porta-voz dos militares, Gregory Smith, forças iraquianas e americanas prenderam o homem em seu consultório no domingo e realizaram buscas no hospital psiquiátrico de al-Rashad, em Bagdá. Ele confirmou que o homem foi detido por conta das investigações dos atentados de 1 de fevereiro em dois grandes mercados de animais no horário de maior movimento. "O administrador será interrogado para determinar o seu papel em qualquer tipo de colaboração com a Al-Qaeda com informações de pacientes do hospital al-Rashad e outros centros em Bagdá", afirmou.  Os EUA e oficiais iraquianos culpam o grupo terrorista pelos ataques e afirmam que duas mulheres-bomba deficientes mentais foram detonadas por controle remoto e aparentemente não sabiam que estavam sendo usadas. O Exército americano reconheceu ainda a preocupação com o aumento do uso de mulheres e crianças em atentados suicidas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.