Diretora da ONU diz que reduto rebelde em Homs foi devastado

A coordenadora de assuntos humanitários da ONU, Valerie Amos, relatou durante visita à Síria que o bairro de Baba Amr, antigo reduto rebelde na cidade de Homs, foi devastado pelos recentes bombardeios governamentais e está praticamente vazio, disse uma porta-voz dela na quarta-feira.

REUTERS

07 de março de 2012 | 20h23

"Ela disse que a segurança era obviamente um problema, e que eles ouviram tiros enquanto estavam lá", disse Amanda Pitt, porta-voz do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU. "As partes de Baba Amr que eles viram ela disse que estavam bastante devastadas."

Amos é a primeira autoridade internacional relevante a visitar Baba Amr desde que o governo lançou uma ofensiva final para desalojar os rebeldes, que fugiram após quase um mês de cerco ao bairro.

Ativistas dizem que desde então há violentas represálias por parte das forças leais ao presidente Bashar al Assad.

A Síria inicialmente proibiu o acesso de Amos ao país, mas cedeu depois que seus aliados Rússia e China se juntaram aos outros países do Conselho de Segurança da ONU numa rara repreensão à Síria.

"Era como uma cidade fechada, e havia pouquíssima gente por lá", disse Pitt, acrescentando que o bairro "parecia ter sido devastado por causa dos combates e bombardeios".

"Eles viram algumas poucas pessoas procurando seus pertences", acrescentou a porta-voz.

Uma equipe humanitária do Crescente Vermelho Árabe que entrou na quarta-feira em Baba Amr pela primeira vez em dez dias descobriu que a maioria dos moradores havia fugido.

Amor na quarta-feira se reuniu com o chanceler sírio, Walid al Moualem, que segundo Pitt autorizou a coordenadora humanitária da ONU a visitar qualquer lugar do país que desejar. Amos já está de volta a Damasco e deve deixar a Síria na sexta-feira.

O objetivo principal dela é assegurar o acesso das organizações humanitárias às zonas de conflito, revertendo o atual veto governamental.

A ONU estima que mais de 7.500 civis já tenham morrido em quase um ano de repressão a protestos contra Assad.

O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan deve chegar no sábado ao país, na qualidade de enviado especial da ONU e da Liga Árabe.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

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