Dirigente do Hamas assassinado teria sido traído, diz Dubai

Segundo Polícia dos Emirados Árabes, pessoa próxima de al-Mabhouh passou informações aos assassinos

estadao.com.br,

22 de fevereiro de 2010 | 08h22

O chefe da polícia dos Emirados Árabes Unidos insinuou que Mahmoud al-Mabhouh, um alto dirigente do Hamas assassinado em Dubai, foi traído por alguém de sua facção e que o grupo que o matou utilizou passaportes diplomáticos, de acordo com a agência AFP.

 

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"Há informações que a polícia de Dubai não quer divulgar no momento, especialmente em relação aos passaportes diplomáticos utilizados pelos membros do comando", afirmou à imprensa árabe Dhahi Jalfan.

 

Segundo a polícia de Dubai, os membros do comando que assassinou al-Mabhouh em 19 de janeiro tinham seis passaportes britânicos, três irlandeses, um francês e um alemão. Jalfan, que se declarou "99%, se não 100% convicto do envolvimento do Mossad (serviço secreto de Israel) no caso", disse que os investigadores encontraram provas de que espiões israelenses estariam por trás do episódio.

 

Jalfan aconselhou o Hamas que realizasse uma "investigação interna sobre a pessoa que conseguiu as informações sobre os locais onde al-Mabhouh estaria e as passou para quem o matou". "As informações sobre a data de chegada de al-Mabhouh a Dubai foram transmitidas ao comando por um indivíduo próximo da vítima", disse o chefe da polícia árabe, considerando que este traidor é o verdadeiro responsável pelo assassinato.

 

As autoridades do Hamas acusaram Israel pela responsabilidade do assassinato e juraram vingança. O governo israelense nega qualquer envolvimento no caso e alega não haver provas para evidenciar a participação do Estado Judeu ou do Mossad no assassinato de al-Mabhouh.

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