Disfarçados de curdos, insurgentes do Estado Islâmico avançam no Iraque

Militantes do Estado Islâmico avançaram sobre a cidade iraquiana de Qara Tappa nesta segunda-feira disfarçados como combatentes curdos peshmerga, disseram fontes de segurança curdas.

REUTERS

20 de outubro de 2014 | 17h47

Eles tomaram dois vilarejos curdos depois de surpreender combatentes da etnia e antes de lançar o ataque a Qara Tappa, 120 quilômetros ao norte de Bagdá, com a meta de ampliar seu território e aumentar a pressão sobre as forças curdas nas áreas em disputa.

“Os terroristas estavam usando uniformes peshmerga, e essa tática os ajudou a infiltrar facilmente nossas defesas perto de Qara Tappa”, afirmou uma autoridade peshmerga sob condição de anonimato.

Reforços estavam sendo enviados da cidade de Khanaqin, sob controle curdo, para repelir os insurgentes e evitar a ocupação da cidade de Qara Tappa, disseram as fontes.

Qara Tappa é uma área mista de árabes sunitas, curdos e turcomenos que os curdos dominaram quando seus representantes iraquianos aproveitaram a queda da maioria dos territórios sunitas no norte do Iraque nas mãos dos combatentes do Estado Islâmico em junho para ampliar suas próprias fronteiras.

Entretanto, o Estado Islâmico montou no início de agosto uma ofensiva contra os curdos, chegando a poucos quilômetros de Arbil, capital da região do Curdistão, antes de ataques aéreos dos Estados Unidos forçarem o grupo a recuar.

Autoridades de segurança curdas e moradores relataram que os militantes se aproximaram de Qara Tappa pelas cidades vizinhas de Saadiya e Jalawla, que já tinham sido tomadas dos curdos.

Autoridades peshmerga e representantes médicos disseram que pelo menos 15 pessoas foram mortas, incluindo vários combatentes peshmerga e oito moradores.

No centro da capital Bagdá, um homem-bomba matou 11 pessoas e feriu outras 28 dentro de uma mesquita xiita, onde fiéis participavam de uma cerimônia matutina, informaram um policial e uma autoridade médica.

Cinco carros-bomba também explodiram na cidade de Kerbala, um santuário xiita, matando três pessoas e ferindo 27, segundo uma autoridade de segurança.

(Por Ahmed Rasheed)

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