Khaled Abdullah/Reuters
Khaled Abdullah/Reuters

Doze trabalhadores são mortos por forças de Assad, dizem ativistas

A imprensa síria culpou 'terroristas' pelas mortes; assassinatos ocorreram nesta quinta-feira

OLIVER HOLMES E KHALED YACOUB OWEIS, REUTERS

01 de junho de 2012 | 13h36

BEIRUTE - Doze trabalhadores foram mortos perto da cidade ocidental síria de Al-Qusair quando homens armados leais ao presidente Bashar al-Assad ordenaram que eles saíssem de um ônibus e atiraram neles, disseram ativistas nesta sexta-feira, 1º. A imprensa síria culpou "terroristas" pelas mortes.

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Os assassinatos de quinta-feira, 31, seguem o massacre da semana passada na região de Houla, a noroeste de Homs, onde a ONU disse que 108 pessoas -principalmente mulheres e crianças- foram mortas em ataques que, segundo o órgão, foram provavelmente cometidos por forças pró-governo.

O derramamento de sangue em Houla desencadeou indignação internacional. Vários países ocidentais expulsaram diplomatas sírios e exigiram medidas duras contra Damasco nas Nações Unidas.

Damasco disse que uma investigação preliminar mostrou que as mortes em Houla foram realizadas por homens armados que procuram forçar a intervenção militar estrangeira na Síria.

Um vídeo lançado por ativistas mostrou corpos ensanguentados de pelo menos 10 homens -dois deles com a parte superior da cabeça atirada longe- dispostos no chão, perto da cidade de Al-Qusair, que assim como Houla está a cerca de 20 quilômetros de Homs, reduto da oposição. Qusair fica a sudoeste de Homs, perto da fronteira libanesa.

Hamza Al-Buweida, um ativista da oposição local, contou que falou com um sobrevivente que disse que os mortos estavam voltando do trabalho em uma empresa de fertilizantes em al-Buweida al-Sharqiya.

"Eles pararam, como de costume, em um posto do Exército sírio. Mas cerca de 300 metros após o posto de controle, um carro amarelo com quatro shabbihas (milícia pró-Assad) armados parou o veículo deles", disse ele à Reuters via Skype.

"Eles pegaram dinheiro dos homens e, em seguida, mataram um a um com tiros na cabeça. Mais de 300 balas foram encontrados nos corpos", disse ele.

Não foi impossível verificar o relato de Buweida sobre o crime. A Síria restringiu o acesso dos jornalistas desde o início do levante contra Assad 15 meses atrás.

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