Dubai busca 26 suspeitos por morte de membro do Hamas

As autoridades de Dubai estão à caça de pelo menos 26 suspeitos de envolvimento na morte de um comandante do Hamas em um hotel do emirado, numa suposta operação israelense que gerou uma crise diplomática.

RAISSA KASOLOWSKY E CYNTHIA JOHNSTON, REUTERS

24 de fevereiro de 2010 | 20h30

Mahmoud al Mabhouh, comandante militar do grupo islâmico palestino, foi morto em janeiro no seu quarto de hotel, e a polícia local afirma haver quase certeza de que ele foi vítima de uma operação do Mossad (serviço de espionagem de Israel).

A polícia de Dubai acrescentou na quarta-feira 15 novos nomes a uma lista de suspeitos procurados. Entre eles há seis portadores de passaporte britânico, três usuários de documentos irlandeses, três australianos e três franceses, segundo nota do governo.

A imprensa israelense disse na quarta-feira que a nova lista pode envolver novos casos de furto de identidade.

Antes, as autoridades de Dubai haviam identificado 11 suspeitos que supostamente entraram no emirado com passaportes fraudados da Grã-Bretanha, Irlanda, França e Alemanha. Seis eram britânicos radicados em Israel, que negam qualquer envolvimento no crime e dizem que seus documentos foram furtados.

"Os investigadores de Dubai não estão descartando a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no homicídio", disse a nota.

A União Europeia criticou o fato de que passaportes de países do bloco tenham aparecido de forma ilegítima no incidente. Alguns governos envolvidos chegaram a convocar os embaixadores israelenses em suas capitais para exigirem explicações.

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