Dubai pode investigar Netanyahu por morte de líder do Hamas

Emirados Árabes acreditam que serviço secreto israelense esteja por trás do incidente de 20 de janeiro

Efe,

05 de fevereiro de 2010 | 12h32

A Polícia dos Emirados Árabes garantiu que perseguirá o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se ficar provado o envolvimento do Mossad (serviço secreto israelense) no assassinato do dirigente do Hamas Mahmoud al-Mabhuh em Dubai, informou nesta sexta-feira, 5, o jornal inglês The National.

 

Segundo a site, o chefe da Polícia de Dubai, Dahi Jalfan, afirmou em entrevista que "Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, será o primeiro a ser procurado pela Justiça, já que seria o mandante da morte de al-Mabhuh em Dubai", nos Emirados Árabes Unidos. "Emitiremos uma ordem de detenção contra ele", advertiu Jalfan, que em nenhum momento disse ter provas conclusivas contra o serviço secreto israelense no exterior e nem o acusou formalmente.

 

Al-Mabhuh, de 50 anos e um dos fundadores do braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, foi encontrado morto em 20 de janeiro em um hotel de Dubai, aparentemente por um ataque cardíaco que poderia ter sido provocado por uma injeção letal. Desde então, o Mossad foi alvo das acusações do Hamas, que assegurou que vingaria o assassinato.

 

Na quinta-feira, o jornal israelense Ha'aretz informava que o grupo islâmico palestino suspeitava de algum país árabe da região e que Mabhuh era procurado pelas autoridades da Jordânia e do Egito, onde passou um ano em prisão em 2003. O governo de Dubai indicou que há suspeitas de que o crime tenha sido executado por um grupo de criminosos com passaporte europeu.

 

No último dia 2, Jalfan anunciou que iriam divulgar as fotografias dos supostos assassinos do líder do Hamas, sem especificar uma data, e assinalou que foram sete as pessoas que participaram do atentado.

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