Avi Ohayon/Efe
Avi Ohayon/Efe

Durante visita de Biden, Israel anuncia mais assentamentos

1,6 mil casas serão construídas em Jerusalém Oriental, área ocupada em 1967 e reivindicada por palestinos

estadao.com.br,

09 de março de 2010 | 13h04

O governo israelense anunciou nesta terça-feira, 8, a construção de 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental. A parte leste da cidade foi ocupada na guerra dos seis dias em 1967 e é reivindicada pelos palestinos.

 

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O Ministério do Interior informou que as unidades serão construídas no bairro de Ramat Shlomo, na parte da cidade que os palestinos reivindicam como a capital de seu futuro Estado. Um porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o líder não tem conhecimento do plano.

 

O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, criticou a medida e disse que ela ameaça as negociações indiretas de paz, anunciadas ontem. O líder palestino pediu que a Liga Árabe tome providências contra o plano israelense. "Abbas conversou com o presidente da Liga Árabe para responder às provocações israelenses", diz nota da AP.

 

A vizinhança onde serão construídas as novas moradias é ocupada por judeus ortodoxos e fica próxima da Linha Verde, a fronteira virtual entre os territórios israelense e palestino. Segundo o Comitê de Planificação do Distrito de Jerusalém, órgão do Ministério do Interior, cerca de 30% dessas casas serão ocupadas por jovens casais.

 

A medida vem a público durante a visita do vice-presidente americano Joe Biden, que visa negociar as bases para conversas indiretas de paz. O anúncio pode minar os esforços dos EUA, que age como um mediador do diálogo, paralisado há mais de 14 meses. A Autoridade Palestina exige o fim da construção de assentamentos no local para negociar com Israel, além de manter uma postura firme sobre a reivindicação da parte oriental de Jerusalém.

 

Na segunda-feira, Israel anunciou a construção de mais 112 casas na porção oriental da cidade, apesar do congelamento decretado em 2009. Em novembro, o governo declarou a paralisação de 10 meses sobre a expansão dos assentamentos, o que deveria impedir que novas moradias fossem construídas além as 3 mil que já haviam sido iniciadas. Israel, porém, deixou claro que exceções como a atual poderiam ser feitas.

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