É preciso combater o 'mal', diz Bush no Museu do Holocausto

Presidente dos EUA chegou a Israel na quarta para tentar acelerar o processo de paz na região

EFE

11 de janeiro de 2008 | 09h44

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse estar comovido após a sua visita desta sexta-feira, 11, ao Museu do Holocausto, em Jerusalém, na qual foi acompanhado pelo primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e destacou a importância de combater o "mal". "É uma lembrança sombria de que existe o mal e envia a mensagem de que quando o encontramos devemos combatê-lo", disse Bush após percorrer as salas em penumbra do Yad Vashem. O museu lembra o extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Bush chegou a Israel na quarta-feira para tentar acelerar o processo de paz na região. "O que mais me impressionou é que diante do horror e do mal as pessoas não esqueceram o seu Deus", disse Bush após a sua visita, que descreveu como "uma experiência comovente". O Yad Vashem é uma parada obrigatória para qualquer autoridade estrangeira que passa por Jerusalém. A visita marcou o início do último dia da visita de Bush a Israel. Nesta sexta, ele partirá rumo ao Kuwait, após uma passagem pela Galiléia. Com a cabeça coberta por um tradicional quipá judeu, Bush passou circunspecto pelos corredores do museu, que hoje foi fechado ao público. Ele parou numa sala circular, coroada por uma abóbada coberta por 600 fotos de judeus mortos. A Sala dos Nomes armazena 2 milhões de páginas com breves biografias de todos os judeus assassinados no Holocausto. Mais tarde, Bush depositou uma coroa de flores sobre uma urna que contém as cinzas de judeus de seis campos de concentração, durante uma cerimônia na Sala da Lembrança. O diretor do museu, Avner Shalev, entregou a Bush uma réplica de uma Bíblia que a judia Carol Deutsch ilustrou enquanto estava escondida na Bélgica, durante a Segunda Guerra Mundial.  Ela foi denunciada e morreu no campo de concentração de Buchenwald, em 1944. Bush deve viajar hoje de helicóptero ao mar da Galiléia. Ele visitará as ruínas de Cafarnaum, cidade onde Jesus começou a pregar, segundo os Evangelhos, e a Igreja das Bem-Aventuranças, construída na encosta que, segundo a tradição, foi o palco do Sermão da Montanha. Metodista devoto, Bush orou ontem na Igreja da Natividade, em Belém, construída sobre o lugar onde acredita-se que Jesus nasceu. O presidente viajará hoje à tarde ao Kuwait. Durante sua viagem pela região, ele também visitará Barein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito. O retorno a Washington está previsto para 16 de janeiro.

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