Egito calcula em 7 mil as pessoas que deixaram Gaza pela sua fronteira

País abriu suas fronteiras com Gaza por tempo indeterminado depois de ataque israelense a frota humanitária

Efe

14 de junho de 2010 | 12h00

CAIRO - Desde que em junho o Governo egípcio abriu definitivamente a passagem na fronteira de Rafah, que une Egito a Gaza, 7 mil pessoas cruzaram para o Egito, informou nesta segunda-feira, 14, o Ministério de Informação egípcio.

 

Um dia depois do ataque israelense ao comboio marítimo humanitário, o Egito abriu a fronteira para permitir a passagem de ajuda humanitária e médica aos palestinos em Gaza, assim como a entrada no Egito de doentes.

 

O comunicado emitido pelo Ministério de Informação explica que entre janeiro de 2009 e 31 de maio deste ano, um total de 58.757 pessoas de diferentes nacionalidades cruzaram o Egito por Rafah, a maioria doentes precisando de atendimento médico fora de Gaza.

 

A nota informa que no período entre 1º de janeiro de 2009 e 30 de maio de 2010, Egito facilitou o acesso de 9.320 toneladas de remédios destinadas aos palestino da faixa.

 

Também neste período, o Egito enviou a Israel 17.758 toneladas de alimentos a Gaza através do caminho israelense de Oujah.

 

No posto de fronteira de Karam Abu Salem, também em Israel, foram introduzidas 1433 toneladas de medicamentos e alimentos. Alimentos atravessam por Israel porque este país não permite que o Egito os envie diretamente para Gaza.

 

Egito, que, como Israel, fechou a fronteira com Gaza desde que o Hamas assumiu o controle de Gaza em junho de 2007, ocasionalmente abria a passagem de Rafah por razões humanitárias e para permitir a liberação de pacientes devem ser tratados no Egito, até que em primeiro de junho essa fronteira foi aberta indefinidamente.

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