Egito e Hamas trabalham juntos para conter fluxo de palestinos

Governo israelense promete restabelecer fornecimento mínimo de combustível em uma semana

Efe,

28 de janeiro de 2008 | 08h56

Forças de segurança egípcias e militantes do Hamas na parte egípcia de Rafah trabalhavam em conjunto nesta segunda-feira, 28, para cercar com arame farpado um dos três buracos abertos no muro que divide a fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, num esforço para conter a passagem de palestinos.   Veja também: Faixa de Gaza foi controlada por otomanos, egípcios e judeus  Abbas se reúne com presidente egípcio para discutir fronteira   A polícia egípcia voltou a fechar a maior parte das passagens que estavam abertos na fronteira entre a Faixa de Gaza e Egito, e com isso só resta um acesso por onde os palestinos podem passar, a porta de Salah ad-Din.   Três caminhões com tropas de segurança egípcias chegaram ao portão "Brasil" e ergueram uma cerca de arame farpado neste ponto de entrada para o Egito. Eles foram ajudados por militantes do Hamas a paisana do outro lado da fronteira.   Enquanto isto, militantes do Hamas paravam carros particulares e os impediam de seguir da Faixa de Gaza para o Egito através da principal passagem de Salah ad-Din, só permitindo o trânsito de caminhões que iam fazer compras em Rafah.   Seis dias depois que militantes do Hamas explodiram vários buracos no muro fronteiriço para escapar de um bloqueio total imposto por Israel à Faixa de Gaza, palestinos ainda conseguiam passar a pé para o lado egípcio da cidade de Rafah em busca de produtos básicos.   O cerco policial em torno de Rafah e os vários postos de controle impedem os palestinos de chegar a outras cidades egípcias próximas à fronteira, como Al-Arish.   Além disso, os que ainda conseguem chegar a essas localidades encontram quase todos as lojas fechadas por ordem das autoridades egípcias. Os poucos produtos que agora podem ser conseguidos em Rafah triplicaram ou quadruplicaram de preço, o que levou muitos palestinos a permanecer na Faixa de Gaza em vez de voltar à cidade egípcia de Rafah, que se transformou em um lamaçal devido às chuvas dos últimos dias.   Fornecimento restabelecido   O governo israelense disse que voltará a fornecer combustíveis para a Faixa de Gaza, dez dias depois de ter decretado um bloqueio ao território, em resposta ao lançamento de foguetes por militantes palestinos. Israel diz, no entanto, que o fornecimento de combustíveis vai ser limitado a 2,2 milhões de litros na semana que vem, apenas o suficiente para manter a estação de energia de Gaza em funcionamento.   A decisão foi anunciada durante uma audiência na Suprema Corte de Israel, em que grupos de direitos humanos questionaram o bloqueio e defenderam que a medida é uma "punição coletiva ilegal".   A situação se agravou há seis dias, quando militantes do Hamas destruíram partes da cerca da fronteira com o Egito, permitindo que centenas de milhares de palestinos se dirigissem para cidades do país vizinho em busca de bens essenciais.

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