Egito julgará membros da Irmandade acusados de tortura

Dois membros da Irmandade Muçulmana no norte do Egito foram indiciados por acusações de prender e torturar estudantes durante protestos contra o atual presidente do país, Mohamed Mursi.

Reuters

14 de abril de 2013 | 18h04

As acusações são um raro reconhecimento dos supostos papéis que alguns dos apoiadores do presidente tiveram nos ataques contra seus oponentes.

O Departamento de Estado dos EUA sugeriu neste mês que o Egito estava seletivamente processando pessoas acusadas de insultar o governo, ao passo que ignoravam ou minimizavam os ataques a manifestantes anti-governo.

Oponentes de Mursi também o acusam de tentar dominar as instituições do Estado como o judiciário. O presidente disse estar trabalhando para livrar o governo de corruptos remanescentes da era de Hosni Mubarak, deposto por levante popular em 2011.

O escritório da promotoria em Damanhour disse no domingo que os homens foram acusados de deter e espancar estudantes em novembro no escritório da Irmandade na cidade do Delta do Nilo durante os conflitos entre os oponentes de Mursi e seus apoiadores islâmicos.

Representantes da Irmandade no Cairo não estavam imediatamente disponíveis para comentários.

(Por Maggie Fick)

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