Egito promete reabrir fronteira com a Faixa de Gaza por 2 dias

Medida deve permitir que centenas de pessoas presas nos dois lados da fronteira retornem a suas casas

Agência Estado e Associated Press,

30 de junho de 2008 | 09h27

O Egito reabrirá durante dois dias a passagem de fronteira com a Faixa de Gaza para permitir que centenas de pessoas que acabaram presas nos dois lados da fronteira retornem a suas casas, anunciou nesta segunda-feira, 30, um diplomata palestino no Cairo. Nabil Amir, o diplomata, disse que a reabertura se estenderá até a quarta-feira. Todos os palestinos que precisarem de alguma espécie de tratamento médico terão autorização para sair de Gaza, assim como aqueles que tiveram autorização para residir no Egito ou em outros países. Da mesma forma, os palestinos em viagem ao exterior que pretendem regressar a Gaza poderão fazê-lo, prosseguiu Amir. Ele enfatizou que a reabertura da fronteira é uma "decisão humanitária em resposta aos palestinos presos" por causa do fechamento das fronteiras de Gaza. Em Israel, Mark Regev, porta-voz do governo local, não comentou a decisão egípcia, que vem à tona um dia depois de o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, ter participado de uma reunião com Omar Suleiman, o influente diretor dos serviços secretos egípcios, para discutir os esforços de paz entre israelenses e palestinos. O Egito conseguiu, no decorrer de junho, mediar uma trégua entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que detém o controle interno de Gaza desde meados do ano passado. O acordo previa o fim das agressões mútuas depois de um período de aproximadamente um ano de violência no qual foram mortos sete israelenses e mais de 400 palestinos, civis em sua maioria. A trégua também previa a abertura das fronteiras terrestres de Gaza por parte de Israel e o fim de um bloqueio econômico que agravou uma crise humanitária em andamento no território palestino litorâneo. Mas a trégua não se sustentou por mais do que alguns dias. Soldados israelenses promoveram ações contra militantes da Jihad Islâmica na Cisjordânia, que não estava incluída na trégua, e rebeldes ligados ao grupo voltaram a disparar foguetes na direção de Israel, que voltou a fechar entroncamentos recém reabertos.

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