Egito propõe trégua permanente em Gaza a partir de fevereiro

Plano foi apresentado para delegação palestina no dia em que milícias quebraram o cessar-fogo com Israel

Agências internacionais,

27 de janeiro de 2009 | 16h10

No dia em que milícias palestinas quebraram o cessar-fogo matando um soldado de Israel, que reagiu com um ataque aéreo, autoridades egípcias propuseram um acordo de trégua permanente entre a facção Hamas e Israel na Faixa de Gaza a partir de 5 de fevereiro, informou a agência oficial de notícias Mena. A proposta foi apresentada durante uma reunião nesta manhã entre o chefe dos serviços secretos egípcios, Omar Suleiman, e uma delegação da Frente Popular para a Libertação da Palestina, liderada por Maher al Taher, membro do escritório político desta facção. Veja também:Ataque aéreo israelense fere membro do Hamas em GazaSoldado israelense morre em explosão na fronteira de GazaHamas nega querer controlar fundos para reconstruir GazaLinha do tempo dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza  Al Taher afirmou a Mena que Suleiman lhe informou nesta terça-feira, 27, dos esforços egípcios para consolidar o cessar-fogo em Gaza. O representante palestino acrescentou que existe outra iniciativa, para que o diálogo interpalestino comece em 22 de fevereiro, assim que as distintas facções o aceitarem. Anteriormente, o ministro de Relações Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit, afirmara que o Hamas e Israel firmarão um cessar-fogo permanente na primeira semana de fevereiro, com a abertura das fronteiras de Gaza. Gheit, citado pela Mena, mostrou nesta terça sua esperança de que fevereiro seja, também, data de uma reconciliação nacional palestina que permita a reconstrução de Gaza. O incidente desta terça-feira prejudicou a calma que havia se estabelecido desde que Israel encerrou a devastadora ofensiva de três semanas no dia 17 de janeiro. Desde a retirada de suas tropas, Israel vinha ameaçando com fortes retaliações caso a trégua fosse violada.  Israel que pôr fim aos ataques de foguetes do Hamas e garantir que o grupo não consiga contrabandear armas do Egito para Gaza. O Hamas exige que Israel e Egito reabram as fronteiras, fechadas desde a chegada do Hamas ao poder. As passagens são parte vital para a economia de Gaza.  A ofensiva israelense matou 1.285 palestinos, mais da metade civis, de acordo com dados do Centro de Direitos Humanos Palestino. Treze israelenses, dentre eles três civis, também foram mortos durante os confrontos, que duraram 22 dias.

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