Egito responde a acusações do Hezbollah sobre Gaza

O Egito respondeu ao grupo libanês xiita Hezbollah nesta segunda-feira em meio a uma troca de acusações sobre Gaza, refletindo a divisão entre os governos árabes conservadores e o as forças populares dispostas a confrontar Israel. Durante uma visita à Turquia, o Ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, disse que o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, quer criar problemas no Egito, à serviço de interesses externos, se referindo aparentemente ao apoio iraniano ao Hezbollah. "As honrosas Forças Armadas (egípcias) são capazes de defender esta pátria de pessoas como você. Você quer criar o caos nesta região como serviço para interesses que não são para o bem desta região", disse Aboul Gheit, segundo a agência de notícias estatal egípcia MENA. O governo do Egito tem sido atacado nos últimos dois dias por causa de sua cooperação com Israel para impor um bloqueio sobre os palestinos de Gaza nos últimos seis meses. Aboul Gheit também está na defensiva porque foi fotografado cumprimentando a ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, dois dias antes do ataque aéreo israelense que matou mais de 325 pessoas em Gaza. Em Ancara, ele respondia a um protesto do Hezbollah em Beirute no domingo, no qual o Egito foi acusado de se aliar a Israel contra Gaza e houve pedidos para que o governo egípcio encerre sua política de cooperação com o bloqueio. "A posição do Egito é a base do que está acontecendo em Gaza... Autoridades egípcias: se vocês não desbloquearem a fronteira com Rafah, vocês serão cúmplices do crime e do assassinato", disse Nasrallah. Autoridades egípcias temem abrir a fronteira com Gaza sem restrições e Israel forçá-los a assumir a responsabilidade da pobre região com 1,5 milhão de pessoas.

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