Egito vê fim iminente ao conflito em Gaza

O presidente do Egito previu nesta terça-feira que a ofensiva de Israel em Gaza pode terminar no fim do dia, informou a imprensa estatal do país, enquanto a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, se dirigia à região para tentar acalmar o conflito.

NIDAL AL-MUGHRABI E JEFFREY HELLER, Reuters

20 de novembro de 2012 | 13h53

"O presidente Mohamed Mursi anunciou que a farsa da agressão israelense contra a Faixa de Gaza terminará na terça-feira", informou a agência de notícias Mena e a TV estatal, citando comentários públicos feitos pelo líder do país após o funeral de sua irmã.

O Egito, liderado por um governo islâmico aliado ao movimento Hamas que governa Gaza e em paz com Israel, tem tentado mediar um cessar-fogo das hostilidades que estão em seu sétimo dia.

Segundo a Mena, Mursi disse que "o esforço para concluir uma trégua entre os lados palestino e israelense irá produzir resultados positivos nas próximas horas".

Enquanto os esforços se intensificavam para interromper o confronto e evitar uma possível invasão terrestre israelense da Faixa de Gaza, uma região densamente povoada, Israel continuou com ataques aéreos e foguetes palestinos atravessaram a fronteira.

Jerusalém foi alvo dos mísseis pela segunda vez desde que Israel iniciou a ofensiva aérea com o objetivo declarado de impedir os ataques de foguetes por militantes palestinos que têm atingido a região sul por anos.

O foguete, que caiu sem causar danos na Cisjordânia ocupada, desencadeou sirenes de alerta na cidade sagrada ao mesmo tempo em que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegou a Jerusalém após negociações no Cairo.

O Exército israelense alvejou cerca de 100 locais em Gaza, incluindo armazéns de munição e a sede do Banco Nacional Islâmico. O Ministério da Saúde de Gaza disse que seis palestinos morreram.

A polícia de Israel disse que mais de 150 foguetes foram disparados desde Gaza até o final da tarde, e muitos deles foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis de Israel. Dez pessoas ficaram feridas em Israel, disseram o Exército e um serviço de ambulância.

Cerca de 115 palestinos morreram em uma semana de combates, a maioria deles civis, incluindo 27 crianças, disseram fontes hospitalares. Três israelenses morreram na semana passada atingidos por um foguete disparado da Faixa de Gaza.

Líderes israelenses analisam os benefícios e riscos de enviar tanques e soldados ao território palestino dois meses antes da eleição israelense, e indicaram preferir uma saída diplomática apoiada pelas potências mundiais, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama, a União Europeia e a Rússia.

A Casa Branca disse que Hillary está indo ao Oriente Médio para conversas em Jerusalém, Ramallah e Cairo para tentar acalmar o conflito.

No Cairo, Ban pediu por um cessar-fogo imediato e disse que uma operação israelense por terra em Gaza seria uma "escalada perigosa" que deve ser evitada.

Ele teve conversas na capital egípcia com o chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, e deve se reunir com o presidente islâmico do Egito, Mohamed Mursi, antes de viajar a Israel, onde se encontrará com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

(Reportagem adicional de Marwa Awad, no Cairo)

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