Eleição no Iraque não afetará retirada dos EUA, diz Pentágono

O adiamento das eleições no Iraque e um grande ataque da Al Qaeda esta semana não mudarão os planos de reduzir drasticamente o número de tropas dos Estados Unidos até meados do próximo ano, disse um importante oficial norte-americano na quinta-feira, enquanto o secretário de Defesa Robert Gates reunia-se com líderes iraquianos.

ADAM ENTOUS, REUTERS

10 de dezembro de 2009 | 14h41

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu pôr fim às operações de combate no Iraque até 31 de agosto de 2010, antes da retirada completa até 2011. A força norte-americana no Iraque deve ser reduzida a 50 mil soldados até o fim de agosto, em comparação com os 115 mil atuais.

Disputas intensas entre as facções políticas rivais do Iraque forçaram o adiamento da eleição parlamentar, a primeira do Iraque desde 2005, de meados de janeiro para 7 de março.

"Ficamos muito preocupados", disse o tenente-general Charles Jacoby, principal comandante dos EUA para as operações no Iraque, sobre o atraso em colocar em vigor uma lei eleitoral e estabelecer a data para a votação.

Ele disse, no entanto, que a data de 7 de março "terminou sendo uma com a qual podemos lidar e ainda está na nossa trajetória de planejamento."

"Ainda estamos no prazo e seremos capazes de cumprir a missão de chegar aos níveis de força de transição que queríamos", disse ele a jornalistas que viajam com Gates, que chegou a Bagdá após uma visita de três dias ao Afeganistão.

Na capital do Iraque, Gates se encontrou com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, e outros líderes do país para discutir a próxima eleição e pressionar para uma reconciliação mais ampla entre árabes e curdos.

A visita não foi anunciada com antecedência por questões de segurança.

A violência no Iraque caiu bastante nos últimos 18 meses, mas uma série de explosões de carros-bomba atingiu Bagdá na terça-feira, matando 112 pessoas, de acordo com fontes da polícia, nos ataques mais mortais em seis semanas.

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