Eleição para presidente no Líbano é adiada novamente

Porta-voz do presidente do Parlamento decidiu pelo adiamento por falta de acordo entre grupos parlamentares

Efe,

11 de janeiro de 2008 | 16h34

O gabinete do presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, anunciou nesta sexta-feira, 11, que a sessão prevista para sábado em que seria eleito o novo presidente do Líbano foi adiada até 21 de janeiro.   O porta-voz de Berri, Ali Hamdan, assegurou à Agência Efe que decidiu pelo adiamento por falta de acordo entre os diferentes grupos parlamentares na repartição das pastas ministeriais para a formação de um Governo de união nacional.   Hamdan explicou que, embora já exista um candidato de consenso para ocupar o cargo - o chefe das Forças Armadas, Michel Sleiman -, a oposição, liderada pelo xiita Hisbolá, insiste em controlar um terço mais um dos ministérios, o que lhe daria o poder de vetar qualquer iniciativa ou decisão dentro do Governo.   O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, está no Líbano para tentar aplicar um plano árabe de reconciliação que inclui três pontos, a eleição imediata do presidente, a formação de um Governo de união nacional e a aprovação de uma nova lei eleitoral.   "Já existe um acordo sobre o presidente, mas estamos discutindo o segundo ponto, sobre a formação do Governo", disse Hamdan.   O porta-voz afirmou também que a maioria parlamentar exige 14 pastas no Executivo e quer deixar dez para a oposição e seis para o Presidente.   No entanto, o líder cristão Michel Aoun, porta-voz da oposição, não está disposto a renunciar a um terço mais um dos ministérios para poder exercer o direito a veto.   "Diante dessa situação, Berri, em sua qualidade de presidente do Parlamento, propôs uma nova equação, em que cada uma das partes desfrutaria de um terço das pastas, ou seja, 10 mais 10 mais 10", comentou Hamdan.   Aoun sustenta que não sabe por que a maioria não aceita esta fórmula, que, segundo ele, permite à maioria vetar qualquer decisão Governamental.   Esta é a 12ª ocasião em que se adia a escolha do presidente no país, que segue sem um chefe de Estado desde 24 de novembro, quando expirou o mandato do cristão maronita Émile Lahoud.   "Em todo caso, Moussa deve encontrar uma solução global antes de aplicar a iniciativa árabe", assegurou Hamdan, que não se mostrou seguro sobre a possibilidade de que no 21 se avance rumo à solução da crise.

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