Eleição presidencial libanesa volta a ser adiada

A eleição presidencial marcada parasegunda-feira no Líbano foi adiada pela nona vez, agora para 22de dezembro, segundo o presidente do Parlamento, Nabih Berri. A coalizão governista apoiada pelo Ocidente concordou com aeleição do general Michel Suleiman, mas ainda falta um acordopolítico mais amplo para isso no Parlamento (a eleição éindireta). Em nota, Berri disse que a sessão para a eleição ocorreráàs 12h de sábado (8h em Brasília). O Líbano vive sua pior crise desde a guerra civil(1975-90). A Presidência está vaga desde o fim do mandato deÉmile Lahoud, que, ao contrário do governo do premiê FouadSiniora, era favorável à influência síria no país. Há temores de que um vácuo prolongado na Presidênciadesestabilize ainda mais o país. É preciso haver acordo porque nem governo nem oposição têma maioria parlamentar de dois terços, necessária para avotação. Fontes políticas disseram que os adversários podemencontrar uma brecha jurídica para conseguir eleger Suleimansem precisar alterar a Constituição (como comandante doExército, ele não poderia concorrer). Por lei, o presidente deve ser um cristão maronita. O nomede Suleiman foi lançado pela oposição e aceito neste mês pelogoverno para não prolongar o impasse. (Reportagem adicional de Yara Bayoumy e Nadim Ladki)

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