Eleições no Iraque terminam sem grande violência

Resultados preliminares não são esperados antes de terça-feira; eleições são consideradas teste para nação

AE-AP,

31 de janeiro de 2009 | 14h02

As eleições provinciais no Iraque terminaram neste sábado sem relatos de casos sérios de violência Os locais de votação foram fechados às 18h (13h de Brasília), uma hora depois do previsto, depois que milhões de pessoas votaram para formar os conselhos regionais na maior parte do Iraque. Resultados preliminares não são esperados antes de terça-feira, 3.   Veja também: Iraque vai às urnas sob forte esquema de segurança  Obama se diz atento a eleição iraquiana e promete plano em breve   Os iraquianos passaram por pontos de verificação de segurança e cordões de arame farpado para votar, em meio a um forte esquema que incluiu a proibição do tráfego na região central de Bagdá e em outras grandes cidades e o fechamento das passagens fronteiriças e aeroportos. As eleições deste sábado, 31, são consideradas um teste crucial da estabilidade da nação, à medida que autoridades dos EUA avaliam o ritmo de retirada das tropas.   Mais de 14 mil candidatos concorreram para 440 lugares nos conselhos de províncias do Iraque, exceto na região autônoma curda do norte e na província que inclui a cidade rica em petróleo de Kirkuk, onde os grupos étnicos não foram capazes de chegar a uma fórmula para compartilhar o poder.   O primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, afirmou que um comparecimento elevado da população ajudaria a impulsionar as tentativas do governo de usar a eleição como um sinal de progresso. "Isto dá uma imagem de confiança no governo, nas eleições e no direito das pessoas de fazer parte do processo democrático", disse ele.   Os Conselhos Provinciais não têm influência direta em assuntos nacionais, mas possuem autoridade significativa por meio da sua capacidade de negociar acordos empresariais locais, alocar fundos e controlar algumas operações de segurança regionais.   A eleição também é vista como um ensaio para as eleições nacionais no final deste ano, quando o governo de al-Maliki, aliado dos EUA, poderá enfrentar um desafio de poder do maior partido xiita do país, o Conselho Supremo Islâmico Iraquiano.   Entre os grupos sunitas, recém-chegados poderosos podem reformular a hierarquia política. Na província de Anbar, as tribos sunitas que se levantaram contra a al Qaeda e outros insurgentes - e levaram a um ponto de virada da guerra - tentam agora transformar sua fama em lugares nos conselhos e aumentar significativamente o papel nos assuntos iraquianos mais amplos.   Não houve relatos de violência grave. Em Tikrit, cerca de 130 quilômetros ao norte de Bagdá, três morteiros explodiram perto de um posto de votação, mas não causaram vítimas, disseram policiais, que não podem se identificar por não serem autorizados a falar com a mídia.   Uma bomba foi desativada após ter sido encontrada perto de um posto de votação em Tikrit, acrescentou a polícia. Na vizinhança de Karradah, a polícia iraquiana e soldados do Exército vigiaram uma série de pontos de verificação. Lojas foram fechadas e carros retirados das ruas.   Um grupo de soldados dos EUA patrulhou a pé, bem longe dos locais de votação. O Exército norte-americano ajudou nos preparativos de segurança para as eleições, mas disse que as tropas só seriam chamadas no dia da eleição em caso de necessidade.   As fronteiras com Irã e Síria estão entre as que foram fechadas. Um toque de recolher à noite foi estabelecido, aparentemente para impedir que grupos extremistas colocassem bombas na beira das estradas aproveitando a escuridão. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Iraqueeleições

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.