Em carta, soldado israelense seqüestrado faz apelo por sua vida

Mensagem de Gilad Schalit foi divulgada pelo Hamas como promessa feita a Carter; militar está preso desde 2006

Agência Estado e Associated Press,

10 de junho de 2008 | 11h07

Em uma carta enviada na última segunda-feira,9,  à sua família, Guilad Shalit, o soldado israelense que foi capturado por militantes palestinos em 2006, pede por sua vida e suplica ao governo que amplie os esforços para obter sua libertação, disse nesta terça-feira, 10, o pai do militar à imprensa israelense e estrangeira. Veja também:Pais recebem carta de soldado seqüestrado O pai de Shalit, Noam, confirmou que a carta manuscrita - entregue ao escritório do Centro Carter, em Ramallah - é mesmo de seu filho e contém detalhes indicando que foi escrita recentemente. Ele também disse que o filho falou sobre seu péssimo estado de saúde e o sonho de voltar para casa. Foi a terceira carta de Shalit enviada pelos seqüestradores desde que ele foi capturado em território israelense por militantes ligados ao grupo radical islâmico Hamas, em junho de 2006. Um ano atrás, a família recebeu uma fita de áudio na qual o soldado diz que foi capturado pelas brigadas Al-Qassam, o braço militar do Hamas, sua saúde estava se deteriorando e precisava ser internado. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza há quase um ano, entregou a nova carta como parte de uma promessa feita ao ex-presidente americano Jimmy Carter durante encontro na Síria, em abril. A reunião de Carter com o líder do grupo radical, Khaled Meshaal, enfureceu funcionários de Israel e dos EUA, que classificam o Hamas como organização terrorista. Israel concordou, em princípio, com a libertação de prisioneiros palestinos em troca de Shalit, mas, depois, em meio a negociações mediadas pelo Egito, rejeitou vários nomes apresentados pelo Hamas. Trégua Ainda nesta terça, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reuniu-se com vários membros de seu gabinete para decidir se busca uma trégua com o Hamas ou inicia uma ampla operação militar contra os militantes palestinos que diariamente lançam foguetes contra Israel. O Egito vem tentando obter uma trégua entre os dois lados há meses, mas seus esforços fracassaram por causa da exigência de Israel de que o Hamas liberte Shalit e das demandas do grupo radical para que o governo israelense levante o bloqueio à Faixa de Gaza. Militantes palestinos lançaram nesta terça-feira mais de 20 foguetes contra o sul de Israel e o Exército israelense respondeu com ataques terrestres, que mataram três membros do Hamas e feriram outros cinco palestinos, entre eles quatro crianças. 

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