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Em Israel, Netanyahu nomeia novo ministro da Defesa Civil

Analistas dizem que Avraham Dichter é próximo do primeiro-ministro israelense

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14 de agosto de 2012 | 08h59

TEL-AVIV - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, escolheu nesta terça-feira, 14, um ex-chefe de segurança para o cargo de ministro da Defesa Civil, em meio a um acalorado debate sobre um possível ataque ao Irã.

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Avraham Dichter, que foi ministro da Segurança Interna e diretor do Shin Bet (agência de inteligência doméstica), disse no passado que discorda de uma ação militar unilateral de Israel contra as instalações nucleares iranianas.

Os Estados Unidos, principais aliados de Israel, dizem que é preciso dar mais tempo para que a diplomacia e as sanções convençam o Irã a abandonar seu programa nuclear, que Teerã diz ser exclusivamente pacífico.

Autoridades israelenses argumentam, porém, que a prolongada tentativa de negociação está dando mais tempo para que a República Islâmica se aproxime de desenvolver armas atômicas.

Analistas dizem que Dichter, de 59 anos, é próximo de Netanyahu e do ministro da Defesa, Ehud Barak, os dois principais envolvidos numa eventual decisão de bombardear instalações iranianas. Dichter foi membro de uma unidade militar de elite na qual Netanyahu e Barak também serviram.

Ao confirmar a nomeação, o primeiro-ministro disse que Dichter "terá agora a importante tarefa de auxiliar naquilo em que ele esteve envolvido a vida inteira, contribuindo com a segurança do Estado."

Dichter substituirá o ex-general Matan Vilnai, recentemente nomeado embaixador de Israel na China. Em sua página no Facebook, Dichter disse que aceitou o cargo ministerial, e não fez menção ao Irã.

Num sinal da crescente preocupação israelense, Netanyahu afirmou no domingo ao seu gabinete que nenhuma outra ameaça contra Israel se compara à possibilidade de o Irã obter uma ogiva nuclear.

O premiê disse também que seu país vem "investindo bilhões na defesa da frente doméstica", o que intensificou as especulações da imprensa sobre a iminência de um possível ataque.

Os militares de Israel estão testando nesta semana um serviço que envia notificações de emergência por mensagem de texto em diversas cidades. Uma TV noticiou no domingo que Israel espera sofrer ataques com até 50 mil foguetes em caso de conflito com o Irã.

Em declarações a jornalistas em fevereiro, Dichter disse que Israel "não é uma superpotência" e que não deveria "liderar uma ofensiva mundial contra o Irã", embora deva se preparar para o caso de o mundo não agir.

Netanyahu trouxe Dichter, filho de sobreviventes do Holocausto, do partido centrista Kadima, que deixou seu governo no mês passado, após uma efêmera aliança.

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