Em meio a crise, secretário da Liga Árabe adia partida do Líbano

Moussa está em Beirute para negociar um acordo entre governo e oposição para a escolha de um presidente

Agência Estado e Associated Press,

08 de fevereiro de 2008 | 20h47

O secretário-geral da Liga Árabe informou nesta sexta-feira, 8, ter adiado sua partida do Líbano para continuar a mediação entre governo e oposição, que vivem um impasse político há três meses sobre a escolha do presidente do país, no Parlamento. Mais cedo, o secretário-geral, Amir Moussa, havia dito que deixaria o Líbano após dois dias de negociações que não produziram resultados concretos. Moussa mudou de idéia na noite desta sexta após uma conversa com o líder do Parlamento, Nabi Berri, que é alinhado à oposição, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano. A matéria da Agência Nacional não informou qual foi o teor da conversação de Moussa com Berri e nem o porquê de Moussa adiar a sua partida, que foi anunciada mais cedo. Após dois dias de conversações, Moussa disse na manhã desta sexta que mais discussões eram necessárias antes que um acordo fosse alcançado e acabasse com o impasse da eleição presidencial. Ele disse que partiria e voltaria a Beirute se governo e oposição concordassem em retomar as conversações. Parlamentares de ambos os blocos concordaram há um mês em apoiar o general Michel Suleiman, comandante do Exército, como um candidato de consenso à presidência, mas o Parlamento precisa primeiro modificar a Constituição, passo que permitirá que um chefe militar vire presidente. Esse processo foi dificultado pelos pedidos da oposição por um novo governo de unidade nacional, que lhe daria poder de veto sobre as decisões mais importantes. Boicotes da oposição impediram a eleição de Suleiman, porque é necessária a presença de dois terços dos parlamentares no plenário para a votação.

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