Em nova mensagem, Al-Qaeda acusa países árabes de traição

Número dois da organização diz que conferência de Annapolis foi tentativa de "vender o povo palestino"

Associated Press e Efe,

14 de dezembro de 2007 | 13h50

O número dois da organização terrorista Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, condenou em uma gravação divulgada nesta sexta-feira, 14, a conferência de paz de Annapolis (EUA), e acusou os países árabes que participaram do encontro de trair e vender o povo palestino.   Em uma gravação de áudio, cuja autenticidade não pôde ser confirmada e que foi divulgada através de um site utilizado normalmente pela organização, Zawahiri qualificou o acordo alcançado na conferência de "uma traição para vender a Palestina" e entregá-la a Israel.   Esta foi a primeira reação da rede terrorista sobre a conferência sobre o Oriente Médio, organizada pelo presidente americano, George W. Bush, da qual participaram países importantes para a busca de um acordo como Síria, Arábia Saudita e Egito, além de líderes israelenses e palestinos.   "O encontro da Annapolis foi promovido para transformar a Palestina em um Estado judeu", diz o terrorista na mensagem de 20 minutos ilustrada com uma foto com uma imagem da conferência ao fundo.   "O Czar de Washington convidou 16 nações árabes... Para sentar em uma sala e discutir com os israelenses", disse al-Zawahri, acrescentando que a conferência "testemunhou acordos de traição para vender a Palestina". Al-Zawahri pediu que o povo árabe condene a conferência e chamou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de "traidor".   Acredita-se que Osama bin Laden e al-Zawahiri estejam escondidos em algum lugar da remota e escarpada região de fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Analistas suspeitam que eles tenham conseguido reconstituir o núcleo de liderança da rede extremista Al-Qaeda.

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