Em novo esforço da UE, Inspetor nuclear da ONU chega ao Irã

Vice-diretor da Agência Nuclear tenta discutir com autoridades iranianas a interrupção do programa atômico

Agências internacionais,

07 de agosto de 2008 | 07h50

Uma autoridade da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) chegou ao Irã nesta quinta-feira, 7, para discutir a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), informou a agência de notícias IRNA. Diplomatas em Viena, onde fica a sede da AIEA, disseram que a visita é um novo esforço para obter respostas sobre os relatórios da inteligência que sugerem que o Irã pretende fabricar uma bomba atômica. O país insiste que seu trabalho nuclear é pacífico. "As duas partes vão abordar a cooperação entre a Organização Atômica do Irã e a AIEA", disse a Irna, acrescentando que Olli Heinonen, vice-diretor da AIEA, vai se encontrar com autoridades iranianas na quinta e na sexta-feira. Os governos ocidentais disseram que o Irã vai enfrentar mais uma série de sanções da ONU, por não ter respondido positivamente à oferta feita por seis potências mundiais para terminar a disputa. As potências propuseram ao Irã congelar qualquer ampliação de seu trabalho nuclear para evitar mais sanções. Três rodadas de sanções já foram impostas pela ONU desde 2006.   Em sua estada no Irã, Heinonen se reunirá com o vice-presidente da organização iraniana de energia atômica, Mohammad Saeedi, e com o representante permanente do Irã na AIEA, Ali Ashgar Soltaniyeh, segundo a Irna. Em sua última visita a Teerã, Heinonen pediu às autoridades iranianas informação sobre supostos estudos sobre processamento de urânio, experimentos com explosivos de baixa potência - usados para provocar reação em cadeia - e supostos esboços de mísseis.   Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de não-proliferação Nuclear, do qual é signatário.   Em seus relatórios, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) têm informado não haver sinais de um programa nuclear com fins militares e os serviços secretos dos EUA divulgaram relatório há alguns meses afirmando ter evidências de que um programa nuclear militar mantido pelo Irã teria sido encerrado em 2003.   Ainda assim, EUA e Israel não descartam a possibilidade de bombardear o Irã caso o país não desista do enriquecimento de urânio, um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas.    

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