Em vídeo, Al-Qaeda critica Irã por colaborar com os EUA

Número 2 do grupo afirma que Teerã coopera com governos do Iraque e do Afeganistão aliados de Washington

Agências internacionais,

08 de setembro de 2008 | 11h21

O número dois da rede terrorista Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, acusou nesta segunda-feira, 8, o Irã de cooperar com as forças americanas no Iraque e no Afeganistão por reconhecer os regimes impostos nos dois países. Na nova mensagem de vídeo, lançada em comemoração aos atentados de 11 de setembro, Zawahiri critica ainda os xiitas por não invocarem uma guerra santa no Iraque contra os "ocupantes cruzados".   No vídeo, o líder da facção assegura que a "nação islâmica enfrenta uma nova expedição cruzada". "Os instrumentos (da cruzada) são os dirigentes traidores árabes e muçulmanos. Está claro que o papel do Irã é de colaborador dos cruzados", acusa Zawahiri na gravação de 90 minutos de duração. A Al-Qaeda, grupo de origem sunita, freqüentemente critica os xiitas iranianos, que possuem boas relações com os líderes afegãos contra o Taleban e com o governo xiita iraquiano   As imagens mostram outros dois supostos dirigentes da Al-Qaeda, como Abu Yahya al Libi, representante do grupo no Magrebe Islâmico, e Abu Hamza al Masri, suposto líder da organização no Iraque. O vídeo foi gravado recentemente, e já faz referências ao conflito entre Rússia e Geórgia e sobre a renúncia do presidente paquistanês, Pervez Musharraf, que deixou o cargo em agosto.   Zawahiri questiona o secretário-geral do Hezbollah, Hasan Nasrala, por comemorar sua vitória sobre Israel "se teve que abrir mão de 30 quilômetros de fronteira". "Por acaso celebra ter atraído 15 mil cruzados para proteger Israel?", afirma o líder da Al-Qeda em referência aos soldados da força da ONU para o Líbano (Finul), que garante o cumprimento da resolução que encerrou a guerra em 2006.   Analistas árabes e ocidentais acreditam que as declarações pretendem mostrar que não há relações entre o Irã e a Al-Qaeda, ressaltando as diferenças entre sunitas e xiitas. Porém, fontes oficiais árabes consideram que essas relações, porém, são estreitas, e uma das provas seriam o financiamento do grupo xiita libanês Hezbollah, assim como os palestinos sunitas do Hamas.

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