Em vídeo, Al-Qaeda pede ataques contra Bush no Oriente Médio

Porta-voz americano da facção convoca terroristas para promover atentados durante visita nesta semana

Reuters e Efe,

06 de janeiro de 2008 | 10h20

O porta-voz americano da Al-Qaeda, Adam Gadahn, conhecido como "Azzam, o americano", convocou os militantes islâmicos a receber o presidente americano, George W. Bush, com muitas bombas durante a sua visita ao Oriente Médio, que acontece nesta semana.   Veja também:  Al-Qaeda lança vídeos para download de telefones celulares   "Não o recebam com flores e aplausos, mas sim com bombas e emboscadas", afirmou o representante da organização terrorista no vídeo de 50 minutos divulgado em sites ligados ao grupo terrorista. Na gravação intitulada "Um convite à reflexão e arrependimento", o americano faz uma explanação detalhada das deficiências da política internacional americana e da civilização cristã ocidental e de suas derrotas nas mãos do islã e dos muçulmanos.   "A primeira questão para os americano deveria ser: os americanos estão realmente derrotados? A resposta é sim e em todos os frontes", disse Gadahn, que usava uma longa barba, óculos e um lenço vermelho e branco.   Gadahn afirmou que os soldados americanos estão perdendo batalhas contra os guerrilheiros sagrados mujahideen no Afeganistão e no Iraque, além do Paquistão, Somália e no Norte da África. A autenticidade da fita não foi imediatamente verificada, mas foi publicada pela as-Sahab, braço midiático da rede Al-Qaeda.   A última mensagem de Gadahn foi um vídeo divulgado dia 6 de agosto, ameaçando as embaixadas dos EUA no mundo. Ghadan é um muçulmano de 29 anos, nascido na Califórnia. Ele se converteu ao Islã durante a adolescência. Procurado pelo FBI desde 2004, em 2006 foi acusado de traição por um tribunal. As autoridades de seu país oferecem US$ 1 milhão por informação que possa contribuir para sua detenção.   Visita ao Oriente Médio   Bush irá para Israel e a Cisjordânia na tentativa de ajudar isralenses e palestinos chegar a um acordo de paz. Mas, durante a visita a cinco aliados regionais - Kuweit, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Barein -, o foco do presidente será o Irã.   A viagem não inclui a Faixa de Gaza - território controlado pela facção islâmica Hamas, que não reconhece a existência do Estado de Israel.

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