Embaixador sírio na ONU diz que EUA promovem guerra diplomática

Diplomata critica postura americana e de outros membros do Conselho de Segurança do órgão

REUTERS

18 de agosto de 2011 | 20h16

NOVA YORK - O enviado da Síria à Organização das Nações Unidas (ONU) acusou nesta quinta-feira, 18, os Estados Unidos de promoverem uma "guerra diplomática e humanitária" contra seu país em conjunto a outros países membros do conselho de Segurança do órgão internacional.

 

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Segundo o embaixador Bashar Ja'afari, esses países "enviam a mensagem errada aos grupos armados terroristas avisando que eles estão sob proteção" do Ocidente. Ele ainda acusou os EUA e a Europa de usar o Conselho de Segurança "para tentar resolver seus próprios problemas com a Síria".

 

Ja'afari também foi questionado sobre os comentários que o presidente sírio, Bashar Assad, teria feito por telefone ao chefe da ONU, Ban Ki-moon, segundo os quais Damasco encerrara todas as operações militares. O diplomata disse que isso "já era um fato consumado, que as operações policiais e militares foram suspensas na Síria".

 

Os comentários do diplomata são feitos após o presidente americano, Barack Obama, pedir a renúncia de Assad. Em comunicado, Obama disse que Assad está "no caminho que o povo quer para a Síria". "Nós temos declarado de forma consistente que o presidente Assad deve liderar uma transição democrática ou sair do caminho. Ele não fez isso. Pelo bem do povo sírio, é hora do presidente Assad deixar o poder", completou

Mais cedo, a chefe de relações humanitárias da ONU, Valerie Amos, disse ao Conselho de Segurança em uma reunião a portas fechadas que a Síria concordou em permitir o envio de uma equipe da entidade à Síria no sábado, segundo um diplomata que não quis ser identificado.

Pelo menos 2 mil pessoas já foram mortas desde o início da rebelião que exige a saída de Assad, em março, segundo ativistas e organizações internacionais.

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