Emboscada mata cinco soldados dos EUA no Iraque

Cinco soldados norte-americanos morreramnuma emboscada coordenada na cidade de Mosul, no norte doIraque, na segunda-feira, num dos piores ataques contra asforças dos EUA em meses. A patrulha foi atingida por uma bomba de beira de estrada edepois ficou sob fogo de armas de fogo, segundo as ForçasArmadas norte-americanas. O ataque aconteceu um dia depois dachegada de um reforço de soldados iraquianos à região, paracombater a Al Qaeda no que é considerado seu último redutourbano. O general-de-divisão Mohammed al-Askari, porta-voz doMinistério da Defesa do Iraque, disse que o governo estáestudando a possibilidade de fechar temporariamente a fronteiracom a Síria para tentar barrar a entrada de combatentesestrangeiros no país para se juntar à Al Qaeda. "Seria uma medida muito importante", disse Askari, queacrescentou que a fronteira seria monitorada por aeronaves. A violência vem caindo drasticamente no Iraque. Mas o nortedo país ainda é fonte de preocupação, já que a Al Qaeda sereagrupou nas províncias de Nineveh, que tem Mosul comocapital, de Salahuddin e Diyala. Não havia mais detalhes sobre o ataque de segunda-feira.Também havia registros de confrontos no bairro de Haysuma, umconhecido reduto da Al Qaeda no leste de Mosul, que é aterceira maior cidade do Iraque e fica 390 km ao norte deBagdá. Segundo as forças iraquianas, as tropas dos EUAreceberam o apoio de helicópteros no confronto, que já tinhaacabado. Com a emboscada de segunda-feira, subiu para 36 o número desoldados norte-americanos mortos no Iraque este mês, um nívelmaior que o de dezembro, mas parecido com os de outubro enovembro. No total, 3.940 soldados americanos morreram desde oinício da guerra, em 2003. A decisão de enviar o reforço de soldados iraquianos aMosul foi tomada depois da explosão que matou 40 pessoas eferiu 220 na quarta-feira, segundo o governo. O CrescenteVermelho falou em 50 mortos. A explosão teria acontecido numprédio desocupado usado pela Al Qaeda como estoque de toneladasde armas e explosivos. O declínio na violência no Iraque é atribuído em parte aoenvio de 30 mil soldados dos EUA no ano passado, e em parte aocessar-fogo decretado pelo Exército Mehdi, do clérigo xiitaMoqtada al Sadr. A trégua, porém, acaba no fim de fevereiro, ehá rumores de que ela não será renovada. Nassar al-Rubaie,chefe do bloco político de Sadr no Parlamento, disse que aindanão há uma decisão definitiva. (Reportagem adicional de Waleed Ibrahim)

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