Entidade acusa Israel de usar fósforo branco em ataques a Gaza

Material tem efeito incendiário significativo; porta-voz militar israelense não comentou comunicado da entidade

REUTERS

10 de janeiro de 2009 | 17h48

Um destacado grupo de defesa dos direitos humanos acusou Israel neste sábado, 10, de usar munições com fósforo branco durante sua ofensiva na Faixa de Gaza e alertou para o risco desse material para os civis próximos das áreas de combate.   Veja também: Presidente da ANP diz que 'agressão' deve parar Israel mira novos alvos; 9 mortos em ataque com tanque Após fracasso da ONU, Egito tenta cessar-fogo ONU afirma que 257 crianças palestinas morreram em Gaza Embaixador brasileiro no Egito fala da negociação entre Hamas e Egito  Correspondente do 'Estado' fala sobre o conflito  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques     A organização Human Rights Watch afirmou em um comunicado que seus pesquisadores em Israel observaram explosões múltiplas nos dias 9 de janeiro e 10 de janeiro de fósforo branco disparado por artilharia perto da cidade de Gaza e do campo de refugiados de Jabaliya. O grupo disse que Israel parece estar usando o fósforo branco para ocultar operações militares - "uso admissível em princípio sob a lei humanitária internacional." "No entanto, o fósforo branco tem um efeito incendiário significativo, secundário, que pode queimar gravemente pessoas e deixar em chamas estruturas, campos e outros locais civis na vizinhança. Os danos potenciais a civis são ampliados pelo fato de Gaza ser uma região de elevada densidade populacional, entre as maiores do mundo," afirmou a Human Rights Watch. A entidade pediu que Israel ponha fim a essa prática. Um porta-voz militar israelense não comentou de imediato o comunicado a organização.

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