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ENTREVISTA-Gaza não é lugar para civis, diz Cruz Vermelha

Os civis em Gaza estão em uma situação cada vez mais precária, sem lugar para fugir, disse o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na segunda-feira. "Nenhum lugar é seguro em Gaza atualmente", disse à Reuters Antoine Grand, chefe do CICV em Gaza, em uma entrevista. "Não há lugar para os civis. Eles têm medo de ficar em casa, eles têm medo de se movimentar, eles têm medo de andar pela rua ou de tentar comprar comida." Diferentemente de outras zonas de conflito, os civis em Gaza não têm lugar para fugir porque a faixa é cercada por território israelense e forças marítimas por todos os lados. Grand disse que o CICV, com sede na Suíça, que raramente faz comentários sobre conflitos em andamento para não arranhar a sua neutralidade, foi atingido duas vezes nos últimos dias enquanto seus comboios tentavam executar trabalhos humanitários na Faixa de Gaza. "É extremamente perigoso estar em Gaza e também trabalhar em Gaza como uma organização humanitária", afirmou ele. "O CICV tenta escoltar ambulâncias para áreas de conflito onde há feridos, então é muito perigoso e temos de ter um mecanismo de coordenação com os israelenses." Israel não mostrou afrouxamento na ofensiva por ar e terra de 17 dias contra o Hamas na segunda-feira. Tanques israelenses cercaram a cidade de Gaza a partir do norte e do sul, e aeronaves atacaram alvos ao longo da faixa de terra de 40 quilômetros que abriga 1,5 milhão de pessoas. Mais de 900 palestinos morreram na ofensiva, incluindo cerca de 380 civis, de acordo com profissionais palestinos da área médica. Treze israelenses morreram: 10 soldados e três civis atingidos por foguetes. Grand disse que o CICV não foi capaz de contabilizar as mortes palestinas, pois a situação no local é muito difícil. Apesar dos bombardeios, ele disse que o CICV não iria se retirar. "Todos nós da Cruz Vermelha, como o restante da população, estamos sob um forte estresse, mas temos um mandato a cumprir, mesmo que o que façamos seja na realidade nada comparado às necessidades", afirmou ele.

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