Enviado de Netanyahu conversa com chanceler da Turquia, diz TV

Segundo imprensa israelense e turca, funcionários tentam salvar laços desgatados pela flotilha de Gaza

Reuters,

30 de junho de 2010 | 17h38

JERUSALÉM/ANCARA- Um enviado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu teve nesta quarta-feira, 30, conversas reservadas com o ministro de Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, para tentar salvar os laços desgastados pelo assalto de Israel a uma flotilha humanitária a caminho de Gaza, como reportaram a imprensa israelense e turca.

 

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O enviado, ministro de Comércio e Indústrias israelense, Benjamin Ben-Eliezer, se encontrou com Davutoglu em Bruxelas e os dois concordaram em continuar as conversações em uma data não marcada, de acordo com o canal turco NTV.

 

Um reporte semelhante na emissora israelense Channel Two não especificou o local da reunião, mas afirmou que a missão não anunciada de reaproximação de Ben-Eliezer o levou a Zurique.

 

Um porta-voz da embaixada turca em Tel Aviv afirmou que não tinha conhecimento de tal encontro, que pode sinalizar uma diminuição da fúria de Ancara a respeito de Israel pela morte de nove ativistas turcos no ataque à uma frota humanitária com destino a Gaza em 31 de maio.

 

Perguntado sobre a reportagem do Canal Dois, o gabinete de Netanyahu respondeu em um comunicado: "O ministro Ben-Eliezer informou o primeiro-ministro de uma oferta por uma figura turca para uma reunião não oficial. O primeiro-ministro não vê nenhum motivo para evitar tal reunião, já que nas últimas semanas têm havido várias iniciativas para contatos com a Turquia".

 

Israel, que mantém um controle estrito sobre as fronteiras de Gaza com a justificativa de prevenir o contrabando de armas, defendeu as ações dos marines que invadiram o navio pró-palestino, argumentando que eles abriram fogo apenas depois de terem sido atacados con facas e porretes.

 

Mas para responder às críticas do Ocidente, inclusive a dos Estados Unidos, seu principal aliado, Israel aliviou o bloqueio de Gaza, onde 1,5 milhão de palestinos vivem, permitindo a entrada de quase todos materiais civis, enquanto continua com a imposição de um embargo naval no território costeiro.

 

O Estado judeu também criou uma comissão de investigação sobre a interceptação do navio, criticado pela Turquia, que retirou seu embaixador de Tel Aviv e cancelou exercícios militares conjuntos com Israel.

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