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Enviado do Irã viaja à China em meio a impasse sobre sanções

China teria concordado em discutir novas restrições a Teerã, segundo diplomata dos Estados Unidos

REUTERS

31 de março de 2010 | 22h00

O negociador iraniano para questões nucleares, Saeed Jalili, viajará à China na quinta-feira, 1º, para discutir com o governo que terá um papel importante na decisão sobre se a República Islâmica enfrentará uma nova rodada de sanções do Conselho de Segurança da ONU por seu programa nuclear.

Jalili foi convidado por Dai Bingguo, um diplomata chinês que trabalha como conselheiro de Estado para políticas exteriores, informou a agência estatal chinesa Xinhua, citando a televisão iraniana.

Sua visita acontece em meio à pressão dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais para convencer a China a aprovar uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã, acusado pelo Ocidente de querer construir armas atômicas.

O governo de Teerã alega que suas atividades nucleares têm fins pacíficos.

Como um dos cinco membros permanentes do

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Conselho de Segurança, a China tem o poder de veto a quaisquer resoluções, e seus principais diplomatas têm se mostrado relutantes em aplicar novas sanções ao Irã, um grande fornecedor de petróleo à China.

O Ministério de Relações Exteriores chinês não comentou publicamente a visita de Jalili, nem disse se apoiaria novas sanções. Pequim já apoiou resoluções anteriores da ONU contra o Irã.

"A China é contra o Irã produzir armas nucleares, mas ao mesmo tempo acredita que, como Estado soberano, o Irã tem o direito de desenvolver energia nuclear pacificamente", afirmou a repórteres o porta-voz ministerial, Qin Gang, em Pequim na terça-feira. 


Acordo

 

A China finalmente concordou nesta quarta em discutir e negociar uma nova rodada de sanções contra o Irã com seus sócios do Conselho de Segurança da ONU devido ao programa nuclear do país, segundo uma diplomata dos Estados Unidos.

 

"A China cedeu em se sentar e começar negociações sérias em Nova York", disse a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, ao canal CNN.

 

"Isso é um progresso, mesmo que as negociações ainda tenham que ser iniciadas", afirmou, para acrescentar que as discussões serão "duras" porque o objetivo é alcançar uma resolução "o mais forte possível".

 

Com esta mudança de posição de Pequim, anunciada após a teleconferência do Grupo dos Seis (China, EUA, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha), as potências poderão começar a esboçar nos próximos dias o rascunho da resolução.

 

Os Estados Unidos estão há semanas consultando seus aliados sobre a mensagem do texto, mas a China havia se negado a falar de novas sanções quando outros membros dos seis queriam discutir o assunto em uma teleconferência anterior, segundo o canal ABC.

 

A Rússia também havia se mostrado reticente inicialmente, mas Washington garante que Moscou apoia uma quarta rodada de restrições contra Teerã, a qual deve se centrar, na opinião dos EUA, na Guarda Revolucionária e nas entidades e grupos que a controlam.

 

Na segunda, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse em uma reunião dos chanceleres do G-8 que acreditava que a China participaria na adoção de novas sanções ao Irã.

 

O presidente Barack Obama, por sua vez, garantiu na terça durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que espera que as novas restrições estejam prontas "em semanas".

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