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Enviado dos EUA esbarra em impasse entre palestinos e Israel

Um périplo diplomático do enviado especial dos EUA ao Oriente Médio termina na sexta-feira sem superar o impasse entre palestinos e israelenses a respeito dos termos para a retomada do processo de paz.

ORI LEWIS, REUTERS

18 de setembro de 2009 | 11h12

Uma fonte oficial israelense disse, após a reunião de George Mitchell com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Jerusalém, que Israel poderia congelar a expansão dos assentamentos da Cisjordânia durante um período superior aos seis meses propostos, mas não por um ano inteiro.

"Israel aceitará ampliar o congelamento além de seis meses - possivelmente nove meses, mas menos de um ano," disse a fonte a jornalistas, pedindo anonimato.

Já o negociador palestino Saeb Erekat disse em Ramallah, na Cisjordânia, onde Mitchell foi recebido pelo presidente Mahmoud Abbas, que "a visita de Mitchell terminou sem acordo."

"Ainda não há acordo com o lado israelense nem solução de meio-termo," esclareceu.

Mitchell voltou a Jerusalém para se reunir novamente com Netanyahu e deve regressar aos EUA ainda na sexta-feira, depois de uma semana no Oriente Médio, sem nenhum resultado concreto para exibir.

Abbas exige a suspensão total da expansão dos assentamentos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental como condição para retomar as negociações de paz, rompidas desde dezembro. Obama apoia essa condição, pedindo a ambas as partes que respeitem os termos do "mapa da paz" esboçado por Washington em 2003.

Netanyahu descarta uma paralisação das obras em Jerusalém Oriental, e espera manter projetos já iniciados na Cisjordânia de modo a acomodar o crescimento natural das famílias de colonos.

Às vésperas de uma temporada de feriados para judeus e muçulmanos (o Ano-Novo e o Eid Al Fitr, respectivamente), Mitchell tem pressa em convencer os dois líderes a participarem com Obama de uma possível reunião trilateral neste mês em Nova York, onde os líderes estarão para a reunião anual da Assembleia Geral da ONU.

Erekat disse que tal reunião continua sendo possível, mas que seria "sem sentido" se Netanyahu não mudar de posição.

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