Enviado dos EUA se reúne com Netanyahu em Jerusalém

Mitchell também se encontrará com representantes palestinos para retomar negociações de paz

EFE

23 de abril de 2010 | 10h29

JERUSALÉM - O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, se reúne nesta sexta-feira com o primeiro-ministro israelense Benjamín Netanyahu, após um encontro de uma hora com o titular israelense de Defesa, Ehud Barak.

 

A reunião com Netanyahu faz parte da intensa jornada de negociações de Mitchell, que também se reunirá hoje com os presidentes israelense, Simón Peres, e palestino, Mahmud Abas.

 

Mitchell e Barak trataram sobre o reinício do diálogo de paz com os palestinos, segundo informou o gabinete do ministro israelense em um comunicado.

 

A mesma fonte afirmou que ambos concordaram em reunir-se novamente nos próximos dias em Washington, para onde Barak viaja no próximo domingo.

 

O ministro da Defesa de Israel, que também se encontrará nos EU com a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o chefe do Pentágono, Robert Gates, desejou "exito" a Mitchell em sua "atual missão".

 

Mitchell chegou na quinta em Tal Aviv com o objetivo de lançar um diálogo indireto de paz entre palestinos e israelenses, que esteve a ponto de vir a luz em março, após sua última visita a região.

 

O enviado da Casa Branca planejou reunir-se de tarde com Pares e Abás, este último na cidade de Ramala na Cisjordânia, apesar de fontes oficiais do consulado dos EUA em Jerusalém terem advertido para possíveis mudanças de agenda ao longo do dia.

 

Se espera que Mitchell deixe a região na manhã de domingo.

 

Apesar do diário israelense "Yediot Aharonot" especular um lançamento hoje das negociações indiretas, que teriam o próprio Mitchell como mediador, o chefe palestino das negociações, Saeb Erekat, descartou essa possibilidade em declarações à agência de notícias EFE.

 

"Os Estados Unidos não devem esperar que digamos sim ou não hoje. Só se tomará um decisão depois que o Comitê Executivo da Organização da Libertação da Palestina (OLP) se reúna e analise os problemas e consequências da situação", disse.

 

Erekat crê que a atual viagem de Mitchell é "principalmente" para melhorar as relações entre os Estados Unidos e Israel, que chegaram em seu nível mais baixo em décadas depois do anúncio da ampliação de uma colônia judaica em Jerusalém oriental durante a visita do vice-presidente americano Joe Bidden no mês passado.

 

"Espero que Mitchell não exerça nenhuma pressão sobre nós, senão sobre o governo israelense, que escolheu os assentamentos em vez da paz", disse.

 

Ontem a noite, em UAM entrevista a um canal israelense, Netanyahu disse que nunca deterá a ampliação das colônias judaicas em Jerusalém oriental, território palestino ocupado na Guerra dos Seis Dias em 1967.

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