Efe
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Enviado dos EUA volta a se reunir com premiê de Israel na 6ª

Nas vésperas da Assembleia da ONU, Mitchell e Netanyahu continuarão a discutir expansão de assentamentos

16 de setembro de 2009 | 08h36

O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reunirão de novo na sexta-feira em Jerusalém, após encontros realizados na terça e nesta quarta-feira, 16, informaram fontes oficiais israelenses. Washington trabalha para que israelenses e palestinos retornem à mesa de negociações com uma reunião trilateral entre Abbas, Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em torno do próximo dia 23 em Nova York, em paralelo à Assembleia Geral da ONU.

 

O anúncio da terceira reunião entre os dois esta semana aconteceu após o final do último encontro, no qual Mitchell queria conseguir de Israel um acordo para conter a ampliação das colônias judaicas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, condição palestina para retomar o processo de paz, estagnado desde o final de 2008. As declarações dos porta-vozes oficiais das diferentes partes e a necessidade de que Mitchell prolongue sua estadia na região para uma terceira reunião com Netanyahu parecem indicar que, até o momento, os esforços americanos não deram resultado.

 

O porta-voz de Netanyahu, Mark Regev, limitou-se a qualificar a reunião de "boa", sem dar detalhes. Pouco depois do anúncio do novo encontro entre Mitchell e Netanyahu, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) indicou que o enviado americano se reunirá outra vez nesta quarta, em Ramallah, com o presidente Mahmoud Abbas. O enviado da Casa Branca já tinha compartilhado com Abbas um "iftar" - refeição com a qual os muçulmanos quebram o jejum diário no mês do Ramadan. Após sua reunião, nem Mitchell nem Abbas fizeram declarações precisas sobre o conteúdo do encontro.

 

No entanto, Saeb Erekat, assessor de Abbas, afirmou que "nossa posição continua sendo a mesma. Não vimos passos que nos façam mudá-la. Até que haja mudanças por parte de Israel, não nos movimentaremos". Abbas estabeleceu as condições para uma retomada das negociações de paz com Israel para a criação do Estado palestino à suspensão nas atividades de assentamento como previsto no acordo de 2003.

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